Ovelhas Vestidas de Lôbo

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Outro dia, Já faz um bom tempo, chegou-me às mãos o texto que abaixo vos transcrevo. Não me lembro onde eu o adquiri.  Sei que fiquei pasmo diante da verdade nela revelada. Eu pastoreei uma igreja que tinha uma pessoa que era exatamente como no texto abaixo. Na época eu estava sofrendo a “transferência”. Providencialmente, o Senhor trouxe a mim esta revelação, a qual passo, com muito carinho a todos os amigos que visitam meu site. Leia e veja se você conhece alguém assim:


Transferência: Ovelhas vestidas de Lobo

David Kornfield

Ovelhas vestidas como lobos são filhos verdadeiros de Deus, mas que agem como lobos devido a suas feridas emocionais. Elas se encontram em nossas igrejas com uma freqüência crescente, e podem usar um mecanismo de defesa que os psicólogos chamam de transferência. A transferência é definida como “alguém do presente que é experimentado como se fosse alguém do passado. As atitudes e emoções, positivas ou negativas, que pertenciam a uma relação anterior são transferidas a uma nova pessoa no presente” (Baker Encyclopedia of Psychology, Baker Book House, 1985: 1173).
RAÍZES – Ocorre, geralmente, com quem teve uma relação problemática com o pai ou a mãe e que encontra, no presente, alguém que corresponde ao lado positivo, inicialmente, daquela pessoa do passado. Destas pessoas, tendentes à transferência, ouvimos expressões do tipo: “você é o pai que eu não tive”. Nesse ponto, a transferência ainda expressa um lado positivo, porém, está fadada a tornar-se negativa quando o pensamento passa a ser: “você é como meu pai”. Daí em diante, no momento em que o objeto de transferência não corresponder às expectativas e não preencher as carências e vontades dessa pessoa, a mesma começa a expressar: “você age como meu pai e por isso o odeio”. Aqui se apresenta o grande problema, pois a pessoa passa a investir na destruição do seu objeto de transferência e, freqüentemente, tem êxito nisso, partindo do pressuposto de que sua inteligência é bastante desenvolvida.

                                                                                                                               
PERIGO – Uma pessoa em transferência é um perigo para a igreja, visto que pode destruir seu alvo e um grande número de pessoas que estiverem em volta. Pastores e líderes, principalmente os mais carinhosos, facilmente tornam-se objetos de transferência, correndo o risco de uma destruição em massa. Essa dinâmica pode ser a base para o pior tipo de batalha espiritual, considerando que a pessoa que ataca sente que age em nome de Deus e assume a responsabilidade de “proteger” e influenciar o maior número de pessoas possível contra o seu objeto de transferência.

                                                                                                                         
PERFIL – É possível identificar alguém em transferência quando se percebe nele os seguintes aspectos: tenha sofrido um trauma emocional que levou a uma carência afetiva, através da qual, quer sentir-se especial. Projeta situações do passado no presente. Critica, expondo sentimentos contra alguém. Orgulha-se de quem é, tornando-se cego, não enxergando problemas em si mesmo. Sente ciúmes quando se vê saindo do lugar de preferência de outrem. Envolve-se em mentiras, engano e calúnias. Demonstra raiva direta ou indiretamente. Mostra-se controlador, dominador e manipulador. Solitário, por não reconhecer os próprios problemas, não sendo, assim, confiável nos relacionamentos. É conflitante e faccioso. Vale-se da máscara de vítima. Idolatra o ministério, a posição, o espaço ou a tradição. Sofre repressão emocional com ocasionais descargas. É carente de afirmação. Resiste às correções, recebendo-as como rejeição. Pode estar afligido por demônios.

                                                                                                                        
TRATAMENTO – O tratamento pode ser aplicado partindo do princípio de que é um processo a restauração, por isso, demorada. Deve-se seguir os passos:

1. Quebrantamento e arrependimento: muito difícil de alcançar, pois quase ninguém está disposto a reconhecer seus erros, lembrando que o orgulho faz parte do perfil de alguém em transferência. Ninguém é capaz de mudar esse coração, só Deus;

2. Assumir responsabilidades: se for capaz de quebrantar-se, deve assumir os erros e as responsabilidades;

3. Sofrimento: o retorno à saúde não é fácil, exige consciência de que o sofrimento é inevitável;

4. Submissão ao seu líder espiritual: é complicado por causa do orgulho, porém, se não houver essa submissão, ou a pessoa acaba saindo da igreja, ou deve ser convidada a fazê-lo (isso é uma sugestão para que não haja destruição do restante da igreja. É para o bem comum. Observe 1 Coríntios 5:11-13);

5. Traçar limites objetivos: o que é necessário fazer para que a situação mude? Por exemplo, se o alvo da transferência faz parte do mesmo grupo de apoio que a pessoa, um ou outro deve mudar de grupo;

6. Afastamento do objeto de transferência: o alvo deve sair imediatamente e radicalmente do caminho dessa pessoa e um mediador deve assumir o tratamento da mesma;

7. Tratamento emocional especializado: deve-se procurar a ajuda de uma equipe REVER e/ou de um profissional.

8. Compromisso profundo com a verdade: por estar cercado pelo engano, é preciso comprometer-se com a verdade, inclusive sabendo que a mesma trará dor;

9. Exercício de escrever: expressar, através da escrita, tudo o que está preso no interior: dor, sentimentos;

10. Renúncia: trabalho de libertação, renunciando espíritos malignos e fechando portões;

11. Reconhecimento dos próprios erros;

12. Discernimento de futuras transferências.

                                                                                                                               

PREVENÇÃO – A igreja deve estar orientada quanto a esse comportamento que é tão prejudicial ao seu andamento. Para tal, é imprescindível identificar líderes suscetíveis a serem objetos de transferência; ensinar e orientar toda a liderança da igreja sobre o assunto; preservar a unidade entre os líderes; discernir a raiz dos conflitos, observando erros próprios e de outrem; estar alerta quanto a facções (sem tentar espiritualizá-las sempre); discernir batalha espiritual e os mascarados de espirituais, e trabalhar o reconhecimento da parte dos líderes de suas próprias fraquezas.


Perguntas de Reflexão

1. – Você ou um líder de sua igreja já foram alvos desta dinâmica?

2. Quais passos a liderançça da igreja deve tomar para proteger-se desse mal?

3. O que Deus está falando ao seu coração através deste artigo? O que você pretende fazer baseado nisso?

                                                                                                                                  

Em Cristo, Sandoval Juliano 12 de fevereiro de 2009.

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