Verdades Bíblicas e Realidades Espirituais – Parte VI

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VERDADE BÍBLICA DE HOJE:

DEUS PERMITIU O DIVÓRCIO POR SER ELE UM MAL NECESSÁRIO 

Há duas coisas que precisam principiar nossa conversa sobre o tema divórcio. Primeiro, o casamento é um projeto divino, estabelecido com propósitos que visam nossa estabilidade emocional e espiritual. Quando realizado e mantido, levando-se em conta todos as recomendações da Palavra de Deus, nos conduz à felicidade. Deus sabia que no casamento as pessoas enfrentariam diversas intempéries. Em função disso nos deu Sua orientação para que conseguíssemos contornar as dificuldades e vivêssemos um relacionamento duradouro e bem sucedido.

A segunda coisa que precisamos deixar bem claro aqui é que, se acreditamos no que foi dito acima, poderemos afirmar que o divórcio é um projeto paralelo de Satanás para que por ele o homem encontre uma saída para suas decisões mal feitas. Ou seja, quem prefere não seguir as orientações da Palavra de Deus, terá o divórcio como alternativa. Há pessoas para quem o divórcio é um mal necessário.

O QUE DEUS NÃO ADMITE E O QUE DEUS PERMITE

> Mateus 19:3 – Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo?
> Mateus 19: 7 – Replicaram-lhe: Por que mandou, então, Moisés dar carta de divórcio e repudiar ?

Veja que são duas coisas diferentes que aparecem no texto bíblico. Uma é o REPÚDIO e a outra é o DIVÓRCIO.

REPÚDIO – Entende-se por repúdio o ato de abandonar, rejeitar, repelir, desprezar. Em Deuteronômio 24, Deus deixou bem claro que o homem que se casasse e ,por algum motivo, mesmo que ele considerasse um motivo justo, se separasse de sua esposa, que desse a ela carta de divórcio para que perante a lei ela ficasse livre para poder casar-se novamente.

> Deuteronômio 24:1 – QUANDO um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa.

No Brasil, o repúdio levou durante décadas o nome de DESQUITE – que é o ato pelo qual se decreta a dissolução da sociedade conjugal de corpos e bens dos cônjuges, sem que se extinga o vínculo do contrato matrimonial. De 1977 para cá, o desquite passou a ser denominado no Direito brasileiro de Separação Judicial. Desquitado ou separado judicialmente, os cônjuges não podiam se casar novamente, uma vez que o casamento válido somente se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio.

Deus não admite ao homem abandonar sua esposa, deixando-a impossibilitada de casar-se novamente. Caso ela esteja nessa condição, se ela contrair matrimônio com outro homem, tanto ela como o outro homem estará em pecado perante Deus, uma vez que a aliança que ela havia feito anteriormente não foi desfeita com as formalidades da lei.

> Malaquias 2:13 – Ainda fazeis isto outra vez, cobrindo o altar do SENHOR de lágrimas, com choro e com gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

> Malaquias 2:14 – E dizeis: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança.

> Malaquias 2:16 – Porque o SENHOR, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais.

DIVÓRCIO – Dissolução legal em vida dos cônjuges. Ou seja, o divórcio é a carta que o marido dá a sua esposa, ou vice-versa, liberando a pessoa daquela aliança contraída perante a lei.  A aliança do casamento somente pode ser dissolvida com a mesma solenidade com a qual foi contraída.

Deus não condena o divórcio, Deus condena o repúdio, porque o repúdio é uma deslealdade para com o(a) companheiro(a). Quando os fariseus perguntaram a Jesus porque Moisés mandou dar carta de divórcio e repudiar, eles estavam mentindo. Moisés não mandou a ninguém repudiar a sua esposa, mas, em caso de separação, que desse a carta de divórcio.

O repúdio acontecia na época de Moisés por puro machismo do homem, porque os homens abandonavam suas esposas, casavam-se com outra mulher e por não terem dado carta de divórcio, eles podiam voltar para elas quando bem quisessem. Elas ficavam presas a essa safadagem do macho. Como Deus não tolera a covardia, determinou que o homem desse a carta de divórcio e que não voltasse mais a coabitar nem a casar-se com a ex-primeira esposa.

> Deuteronômio 24: 2- Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem, e este também a desprezar e a despedir de sua casa ou se este último homem que a tomou para si vier a morrer, Então seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la, para que seja sua mulher, depois que foi contaminada; pois é abominação perante o SENHOR; assim não farás pecar a terra que o SENHOR teu Deus te dá por herança. 

Ou seja, o  objetivo do mandamento divino era proteger a parte mais fraca, que neste caso é a mulher.

Quando Jesus disse, aos fariseus que “qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério”, Ele não estava dizendo que o divorciado não pode contrair novo matrimônio, se a razão do seu divórcio não foi a traição. Precisamos ter em mente a diferença entre divórcio e repúdio. Jesus não estava tratando aqui do tema divórcio, ele tratava do tema repúdio, o ato de despedir a mulher sem dar a ela a carta de divórcio. Se pudéssemos parafrasear o que Jesus disse, ficaria mais ou menos assim:  “Qualquer que repudiar sua mulher, sem seguir devidamente os preceitos do divórcio, não teve, de fato, seu casamento legitimamente dissolvido, e, portanto, expõe (a sua mulher) a tornar-se adúltera, (pois ela ainda é casada) e quem casar com a repudiada comete adultério, em razão de ser casada.”

Portanto, a verdade bíblica sobre este tema é que mesmo quando o motivo não é o adultério ou a fornicação, o divorciado pode casar-se novamente.

Isto não deve servir de incentivo para ninguém partir para o divórcio de posse dessa nova luz do texto bíblico. Porque a união entre os cônjuges deve observar o princípio estabelecido por Deus em Malaquias e ratificado por Jesus em Mateus. Veja os dois textos:

> Malaquias 2:15 – E não fez ele somente um, ainda que lhe sobrava o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma descendência para Deus. Portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade.

> Mateus 19:4-6 – Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 28.05.2012.

 

Fontes de Consulta:

 

www.mp.mg.gov.br/portal/public/interno/arquivo/id/20696

http://www.adventistas-bereanos.com.br/2005fevereiro/casamentoedivorcioperguntaserespostas.htm#02

http://coisasdeacreditar.blogspot.com.br/2009/09/divorcio-e-repudio-qual-diferenca.html

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