Verdades Bíblicas e Realidades Espirituais – Parte VII

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VERDADE BÍBLICA DE HOJE:

A MURMURAÇÃO É UMA OFENSA CONTRA A VONTADE DE DEUS

MURMURAÇÃO – Entre os mais diversos significados, eu poderia dizer que murmuração é o ato através do qual a pessoa demonstra inconformismo, insatisfação e ingratidão. Em geral, o murmurador é uma pessoa que já foi beneficiada ou abençoada pelo seu líder, já obteve provas da providência divina e já testemunhou publicamente esses benefícios. Porém, em seu coração…

É exatamente por isso que o pecado da murmuração é uma ofensa a Deus. O pecado da murmuração revela o que está escondido no coração do crente. Foi o próprio Deus quem disse isto:

> Êxodo 20:20 – E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar, e para que o seu temor esteja diante de vós, afim de que não pequeis.

> Deuteronômio 8:2 – E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não.

A murmuração é o transbordar de sujidades escondidas no coração. Veja o que o pecado da mumuração revela do coração do murmurador:

1º – O pecado da mumuração revela que a pessoa não aceita a liderança escolhida por Deus. No deserto, a escolha divina e a liderança de Moisés foram questionadas várias vezes e por diversas pessoas, inclusive por obreiros que faziam parte do seu ministério e pelos seus dois irmãos que, também, eram seus companheiros de ministério, Arão e Miriam.

> Êxodo 16:2 – E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.

> Números 12:1,2 – E FALARAM Miriã e Arão contra Moisés… E disseram: Porventura falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? E o SENHOR o ouviu.

> Números 16:1-3 – E CORÉ, filho de Jizar, filho de Coate, filho de Levi, tomou consigo a Datã e a Abirão, filhos de Eliabe, e a Om, filho de Pelete, filhos de Rúben. (…) E se congregaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: Basta-vos, pois que toda a congregação é santa, todos são santos, e o SENHOR está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do SENHOR?

> Números 16:11 – Assim tu e todo o teu grupo estais contra o SENHOR; e Arão, quem é ele, que murmureis contra ele?

2º – O pecado da murmuração revela que o murmurador só quer viver as experiências maravilhosas de Deus em sua vida. Qualquer contratempo que lhe sobrevenha causa grande indignação. No capítulo 15 de êxodo vimos o povo de Israel festejando pela passagem do Mar Vermelho. Cantaram, dançaram e se abraçaram… No mesmo capítulo diz que três dias após, chegaram em Mara e por terem encontrado águas amargas, murmuraram

> Êxodo 15:24 – E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?

A esposa do patriarca Jó também teve esse mesmo comportamento quando aconselhou seu esposo a amaldiçoar a Deus por tudo o que Ele lhe havia permitido. Jó, que não guardava sujidades em seu coração, respondeu a ela da seguinte maneira:

> Jó 2:10 – Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

3º – O pecado da mumuração revela que o murmurador está em sintonia com tudo de negativo que está em sua volta. As águas amargas de Mara não seriam um problema se a amargura não estivesse, primeiramente, no coração deles. Moisés já sabia que aquelas aguas eram amargas, porque ele tinha vivido na deserto os seus últimos 40 anos de vida. Moisés os conduzia por aquele caminho porque o conhecia e sabia que dali a mais um dia de caminhada encontrariam as fontes de Elim, onde haviam setenta palmeiras e as águas eram boas para o consumo humano. No entanto, os murmuradores, não esperaram pela orientação de Moisés e ao avistarem as águas de Mara correram para lá e foram logo tratando de matar a sede. Foi quando então se viraram contra Moisés, como se ele os tivesse guiado para ali de propósito e começaram a murmurar.

Todas as vezes que não ouvimos o líder e nos precipitamos, encontramos águas amargas e, consequentemente, revelamos que amarga mesma é a nossa disposição em obedecer.

4º – O pecado da murmuração revela que o murmurador não está preparado para tomar posse da “Terra Prometida”. Moisés estava habilitado para conduzir aquele povo através do deserto e introduzi-los na Terra Prometida. Ele sabia como saciar a sede de três milhões e meio de pessoas com pequenos poços de água que encontraria pelo caminho. Ele tinha a graça, a unção e a direção de Deus e tudo daria certo. Com a bênção de Deus os “pés deles não inchariam”, nem os “calçados se rasgariam”. Deus já havia preparado um projeto e Moisés era apenas o canal ou instrumento de Deus. Era Deus quem os guiaria.

> Neemias 9:21 – De tal modo os sustentaste quarenta anos no deserto; nada lhes faltou; as suas roupas não se envelheceram, e os seus pés não se incharam.

A escolha que Deus fez da pessoa de Moisés para aquela liderança não fora por acaso. Moisés seria um líder de êxito porque além de habilitado, Deus estava com ele. Moisés calaria a boca dos murmuradores todas as vezes que eles se manifestassem. Não existe um líder de êxito que não tenha aprendido a rota de calar a boca dos seus opositores.

Mas, os murmuradores não enxergavam isto. E não enxergavam porque na verdade o coração deles não era reto para com Deus. Se eles tivessem sido introduzidos na Terra Prometida a teriam corrompido com seus pecados.

O resultado é que todos eles, os cerca de seiscentos e sessenta e seis mil homens, de vinte anos para cima, que saíram do Egito, não entraram na Terra Prometida, não tomaram posse da promessa de Deus para a vida deles, com exceção de Josué e Calebe. Com isso nós aprendemos que ou você aprende a controlar sua língua ou cava a sua cova. Em consequência, quando as promessas de Deus se cumprirem sobre o Seu povo, você não estará lá para contemplar.

Que Deus nos abençoe e que permitamos ao Espírito Santo fazer uma limpeza em nosso coração a fim que nenhuma escuma de sujidade se manifeste quando Deus nos provar.

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 06.06.2012.

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