Lição 7 – Considerações Acerca do Casamento

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LIÇÃO 7 – 17 DE MAIO DE 2009

Se eu tivesse escrito o texto que está em nossas revistas, eu não teria deixado de dizer nada do que foi dito. Só que eu teria começado pela frase que inicia a conclusão: “Os corintios vivam num ambiente de promiscuidade sexual ostensiva…”

Isto justifica o fato de Paulo ter começado seu texto dizendo o que eu, provavelmente, não diria: “Bom seria que o homem não tocasse em mulher…”.

Imaginem um lugar onde determinada coisa, ou determinado comportamento, fosse mais prejudicial que em todos os outros…

Para os cristãos em Sodoma e Gomorra, Paulo teria escrito: “Bom seria que nenhum casal cristão tivesse filho homem nesse lugar”.

Assim como não há nada de errado em gerar filho homem, também não há nada de errado em se tocar em mulher, ora bolas!

Mas é que, em Corinto, a promiscuidade era exarcebada. Havia o conceito do “sexo livre”; da mulher como objeto de prazer; da prostituta sagrada; da não necessidade de casar para ter uma mulher…

Daí, os poucos que se casavam, terminavam levando para dentro do matrimônio os vícios, as parafilias e a falta de sensação de compromisso.

O capítulo 7 de 1ª aos Coríntios, na verdade, é uma declaração de que, apesar de sermos de origem animal, e por isso o sexo em nós é instintivo, todavia, ele foi planejado por Deus; ele serve a um fim específico e especial; não pode ser vivido irracionalmente, apenas seguindo ao instinto e ao afloramento dos hormônios.

Da mesma forma, Paulo está revelando ao povo de Deus, que o povo de Deus deve ter a mente de Deus em relação à família. Não devemos ser influenciados pelo sistema mundano, que é inflamado pelo maligno, e adotarmos as práticas que entre eles é comum.

Sexo, casamento e família são termos que estão entrelaçados entre si.

Uma família surge a partir de um casamento que deve ocorrer entre um homem e uma mulher. Esse é o primeiro ponto.

Um casamento onde a atividade sexual não segue aos padrões da moralidade e do respeito não se sustenta. Esse é um ponto muitíssimo importante. O sexo não foi feito para que o macho desfrutasse dele. O sexo é uma dádiva para ambos. Macho e fêmea têm igual direito de desfrutar. Daí, ambos têm iguais deveres.

A idéia básica do casamento é que você não deve casar apenas para ser feliz, mas, para fazer o outro feliz.

Se partirmos desse ponto de vista, vamos conseguir compreender perfeitamente a regulamentação da abstinência na atividade sexual; a regulamentação da questão relativa à separação; e o próprio direito que qualquer pessoa tem de não se casar, se não tiver desejo ou condições de casar.

Na verdade eu não acrescentei nada ao que foi dito na lição, apenas tentei mostrar a partir do prisma de que o casamento é o meio pelo qual Deus regulamenta o relacionamento entre um homem e uma mulher e através dele dá estabilidade às pessoas e à sociedade; que o sexo não deve ter suas regras ditadas pelo sistema mundano, o qual não serve aos propósitos de Deus; que a família é o resultado da observância  a esses pontos básicos.

E, não devemos nos esquecer que em épocas remotas o casamento não era tido como uma necessidade básica. E em um futuro  próximo vai ser pior, os homens proibirão o casamento por acharem que ele faz mais mal que bem à sociedade!

Portanto, não perca a aula desse domingo e não deixe de observar esses pontos cruciais abordados no capítulo 7 e, por favor, não deixe de dizer que ainda vale para os nossos dias a regra que diz que se a mulher se apartar de seu marido, permaneça só, não se case. e vice-versa.

Em Cristo, Sandoval Juliano – 14 de maio de 2009.

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