Lição 03 – O Batismo Com o Espírito Santo

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                    “E eu não O conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo” – Jo 1.33.

 

                    Sabemos, pela Bíblia que o batismo nas águas é uma maneira simbólica de demonstrarmos o que se passa em nosso interior – Morte para o mundo e ressurreição para Deus. Agora trataremos de um assunto maravilhoso, mas que não é ministrado pelo homem – O batismo com o Espírito Santo.

                    Profetas no Antigo Testamento haviam falado de uma época em que aconteceria o derramamento do Espírito Santo sobre os homens e que esse derramamento traria um despertamento espiritual sem precedentes.

                        No dia de Pentecostes houve um derramamento de forma poderosa onde um pequeno grupo de fiéis reunidos em um cenáculo atraiu toda a cidade de Jerusalém. Era o raiar de um novo tempo sobre o povo de Deus. Ali foi iniciada a dispensação chamada de “Ministério do Espírito”. Foi o dia em que se cumpriu a promessa do revestimento de poder sobre os discípulos. Foi o dia da inauguração oficial da Igreja triunfante de Jesus. E a maneira como Jesus quis começar esta obra foi BATIZANDO COM O SEU ESPÍRITO SANTO.       

                    O que procuraremos entender neste estudo é a discussão ocorrida ao longo dos tempos sobre a continuidade da operação do Espírito, bem como de seus dons.

                    Se olharmos para a experiência que milhares de cristãos tiveram durante os séculos e, principalmente na atualidade, já seria suficiente para que entendamos que o fluir do Espírito não cessou. Porém, os que se prendem à letra exigem argumentos bíblicos para esta continuação da obra do Espírito. Vejamos o que a Bíblia diz:

 

                    1.  Todas as vezes que encontramos, no livro de Atos dos Apóstolos a ocorrência do batismo com o Espírito Santo, observamos que foi imediatamente após a conversão de alguém. Há uma ligação entre a conversão e o batismo, que vem como uma confirmação da obra da salvação. Quando Pedro explicava-se perante a igreja a razão de haver batizado Cornélio e sua família, ele justificou a sua atitude com o argumento de que enquanto lhes pregava o Evangelho, caiu sobre eles o Espírito Santo – “Ora, se o batismo com o Espírito foi concedido a eles, como a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus” – disse Pedro, “por que eu iria resistir a Deus?” – At 11.17.

                    É razoável entendermos que a mesma salvação operada naqueles dias é a que temos experimentado hoje. Por que a bênção não haveria de ser completa, também, em nossos dias?

                    Daí, podemos afirmar que o batismo com o Espírito Santo é para nós também, por ser ele algo que é, sem dúvida, uma parte da experiência da salvação.

                    2.  Uma Segunda razão para buscarmos este maravilhoso dom ainda hoje é a promessa feita por Jesus aos seus discípulos, que representavam toda  a sua Igreja, quando disse-lhes: “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique convosco para sempre” – Jo 14:16 . Observe as duas últimas palavras: “PARA SEMPRE”. Isto quer dizer que a mesma obra que Ele realizaria nos primeiros dias, continuaria realizando até o fim.

                    3. Temos ainda uma terceira base bíblica para sermos pentecostais no dias atuais. Se analisarmos o que Pedro falou em sua pregação no dia de pentecostes sobre o derramamento do Espírito, quando disse: “A promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”.

                    Se fomos chamados para a mesma salvação anunciada por Pedro e pela Igreja Primitiva, estamos enquadrados para recebermos o mesmo Dom do Espírito Santo.

                    4.  A última base, no momento, que queremos apresentar está nas palavras de Paulo aos Coríntios em sua primeira Epístola no capítulo 11, versículos 25 e 26, onde ele diz que ao participarmos da Santa Ceia devemos anunciar a morte de Cristo até que Ele venha. Parafraseando, devemos ter a morte de Cristo como um acontecimento atual, todos os dias, porque ele se entregou pelo Espírito Eterno – Hb 9:14 .

A PROFECIA DE JOEL

                    Joel é conhecido como profeta do Pentecostes por sua tão famosa profecia que fala do derramamento do Espírito Santo, a qual foi entendida por Pedro como tendo o seu cumprimento no dia de Pentecostes, narrado em Atos, capítulo 2.

                    Destarte, Joel não falava especificamente daqueles dias. Joel estava falando sobre os dias que sucederiam o arrebatamento da Igreja e o período da Grande Tribulação, ou seja, do Milênio. De qualquer forma, ele levou-nos a entender que derramamento do Espírito tem a ver com manifestação de dons espirituais e com operação de maravilhas, razão pela qual Pedro afirmou que estavam vivendo o cumprimento desta profecia.

                    Observaremos, no entanto, que a profecia de Joel também tem ralação com o acontecimento do dia de Pentecostes e com demais acontecimentos históricos no decorrer dos séculos.

                    Todo o livro de Joel gira em torno do que a Bíblia chama de “O Grande e Terrível Dia do Senhor”, entendido claramente com sendo o período final dos sete anos de Grande Tribulação que sucederá ao arrebatamento da Igreja e que terá o seu desfecho com o julgamento das nações, em meio à grande Batalha do Armagedon, que será um desastre incalculável para a humanidade e principalmente para a nação de Israel. Esse “Grande e Terrível dia” é citado cinco vezes no livro do profeta Joel. Portanto, não podemos separar do contexto a promessa do Espírito.

                    Acontece que, no capítulo 2 e versículo 18, o profeta abriu um parêntese para falar sobre o que Deus vai fazer DEPOIS do “Grande e Terrível Dia”, ou seja, no milênio, a saber:

·                 Muitas bênçãos sobre a terra que voltará a produzir;

·                 O reconhecimento de todas as nações de que Israel é a nação escolhida; e

·                 O reconhecimento do senhorio de Cristo.

                          Ainda, dentro desse parêntese, Joel diz: “E há de ser que DEPOIS, derramarei…” e esse parêntese se fecha no fim do versículo 29, quando então ele volta a falar da Grande Tribulação.   Portanto, o derramamento do Espírito Santo é para DEPOIS, ou seja, para o milênio.

                    Como Pedro conseguiu encaixar esta promessa com aquele episódio?

                    O Grande e Terrível Dia será DIA DE JULGAMENTO, e isto foi figurado com a vinda de Jesus à Terra e com a sua morte de cruz. No dia de sua morte houve sinais no céu e na terra: O sol escureceu ao meio-dia, a terra tremeu, os sepulcros foram abertos etc. E o que foi a morte de Jesus senão o JULGAMENTO DO PECADO?

                    A melhor referência bíblica para provar que a morte de Jesus é uma tipologia do Grande e Terrível Dia é a que apresenta João Batista como o Elias que havia de vir.

                    Malaquias 4 é uma profecia referente à Grande Tribulação: “Porque aquele dia vem ardendo como o forno…” – v.1. No versículo 5, Malaquias diz o seguinte: Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia Grande e Terrível do Senhor…

                    Em Mateus 11.14, se referindo a João Batista, Jesus disse: E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir”.

                    Se a profecia de Malaquias se cumpriu em dias antecedentes à morte de Jesus, não deve haver dúvida de que o dia de sua morte é uma figura “Daquele Dia”. Mas, quando foi que aconteceu o Pentecostes? – DEPOIS da morte de Jesus. Não foi isso que disse Joel?: “E há de ser que DEPOIS derramarei o meu Espírito”.

                    Assim sendo, o acontecimento do dia de Pentecostes também é cumprimento da profecia de Joel. Só que o é em parte, porque no Milênio o derramamento será “sobre toda a carne”. Em Jeremias 31.34 diz que naquele tempo ninguém mais precisará ensinar a alguém sobre o conhecimento do Senhor, “porque todos me conhecerão” – diz o Senhor.

                    A razão porque Pedro usou o termo “nos últimos dias”, referindo-se aos dias em que eles estavam vivendo, explica-se por ser forte o sentimento de que a vinda de Jesus se daria logo. Foi tanto que alguns começaram a vender suas propriedades e distribuir aos pobres com o pretexto de que Jesus voltaria e eles não iriam precisar de nada daquilo – II Ts 2.1-3.

MAS, O QUE VEM A SER O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

                    Falaremos primeiramente sobre o que o batismo com o Espírito NÃO é:

                             1.     É bom lembrar sempre que o batismo não indica o momento que a pessoa recebe o Espírito Santo em sua vida. No ato da conversão, quando ocorre a regeneração, o novo nascimento, o Espírito entra e passa a habitar no espírito do homem. Este, agora convertido, passa a ser morada e templo do Espírito. Então, quando recebemos o batismo já temos o Espírito Santo.

 

                               2.      O batismo não é o SELO DA PROMESSA, tão largamente pregado. Quando a Bíblia fala de “selo”, fala de salvação. Se o batismo fosse o selo, então o crente que ainda não foi batizado não estaria salvo. Não é assim. Batizado ou não, o crente pode estar salvo.

                      “Em quem vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança até ao resgate da sua herdade…”Ef 1.13,14.

                    Está bem claro que o selo é o Espírito e não o batismo. Todos quantos creram em Jesus foram selados e receberam o penhor da salvação – a presença da pessoa do Espírito Santo. Inclusive já uma recomendação muito séria quanto à isto:         

E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção” – Ef 4.30.

                   3.     Não é bíblico o tão conhecido termo: BATISMO NO ESPÍRITO SANTO. Geralmente este termo é usado para explicar o momento em que o novo convertido recebe o Espírito de Deus em seu espírito. O que na verdade acontece é que esse Espírito que entra em nós nos batiza em Jesus. Não é Jesus quem nos batiza no Espírito. “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo” – Gl 3.27.

                    É o Espírito quem opera em nós a regeneração e nos molda para sermos semelhantes a Cristo; Ele faz com que sejamos identificados, ou parecidos com Cristo; ele nos introduz em Cristo.

                    Jesus nos batiza COM o Espírito e não NO Espírito. Mas, faz alguma diferença? – Sim, por causa do sentido empregado a estes dois modos de se batizar. Ao se batizar NO, está se introduzindo, está tornando a pessoa participante de algo ou da natureza de alguém. Tem o sentido de “morrer para” e de “viver para”. Ou seja, regeneração. Isto acontece conosco no momento da conversão. Em I Coríntios 12.13 está escrito: “Todos fomos batizados em um mesmo Espírito formando um só corpo”. Gálatas 3.27 diz que: “fomos batizados em Cristo…” Ser batizado em um Espírito significa dizer que passamos a participar, pelo Espírito, ou através do mesmo Espírito, de um mesmo corpo. Isto é, o Espírito nos batizou em Jesus, nos introduziu e nos tornou participantes do corpo de Cristo.

                    Este não é, portanto, o batismo NO Espírito e sim, batismo DO Espírito. O batismo ministrado PELO Espírito.

                    Ser batizado COM o Espírito Santo tem sentido de receber “comissão”, “ser ungido para”, “ser autorizado mediante a unção com o Espírito”. O sentido é diferente.

                    4.     O batismo com o Espírito não é o indicativo de salvação, ou seja, é possível alguém ser batizado com o Espírito Santo sem ter experimentado o novo nascimento.

                       Quantos há que foram batizados, eram fervorosos no Espírito e hoje vivem num lamaçal de pecado, zombando e criticando a obra de Deus.

                    Você poderia me dizer que estes que já foram batizados e que agora estão desviados perderam a salvação. Só que na grande maioria a realidade é outra.

– Por que razão Jesus batiza alguém que Ele sabe que não é salvo?

                    Irmãos, os dons e os sinais do Evangelho são dados à toda carne, ou seja, a todos quantos pedirem e crerem. Jesus disse:

                    … E estes sinais seguirão aos que crerem. Em meu nome expulsarão os demônios, falarão NOVAS LÍNGUAS” – Mc 16.16ss.

                    E foi o próprio Jesus quem disse que no dia do Juízo Final, muitos… Observe que Ele disse MUITOS. “Naquele dia muitos dirão: Senhor, Senhor! Em teu nome nós profetizamos; Em teu nome expulsamos demônios e em teu nome fizemos muitas maravilhas”. E Jesus dirá abertamente: “NUNCA VOS CONHECI” – Mt 7:23 . Se eles tivessem sido salvos e depois perdido a salvação, Jesus não usaria a expressão: “NUNCA VOS CONHECI”.

                    Por isso, fiquem alertas. Não é porque alguém fala em línguas estranhas que é ovelha; às vezes é um BODE.

Sabendo o que o batismo com o Espírito Santo não é, fica mais fácil saber O QUE ELE É:

                       1.     O batismo com o Espirito Santo é uma bênção relacionada com o plano divino de salvação. Neste aspecto ele nos vem com dupla finalidade: REVESTIMENTO e CONFIRMAÇÃO. Não existe segurança maior do que a que sentimos quando estamos devidamente revestidos. Na salvação, nós recebemos as vestes do perdão e da justiça. No batismo recebemos um “sobretudo” com o qual nos revestimos dando mais beleza e proteção. Ele é também, confirmação da salvação. Qualquer pessoa que toma posse de um emprego, passa a trabalhar alegre e satisfeito. Porém, receoso de falhar e ser despedido na fase inicial de experiência. Enquanto a pessoa não recebe o crachá definitivo não sossega. O batismo é o crachá de confirmação que realmente você pertence ao Reino dos Céus. Por mais que ensinamos aos irmãos não batizados  que eles são salvos e têm o Espírito de Deus em suas vidas, sempre paira, em alguns, alguma dúvida. Eles estão constantemente se perguntando: “Se eu fui salvo, por que Jesus não me batiza?” Outros oram dizendo: “Se realmente o Senhor me salvou o Senhor vai me batizar hoje” E enquanto não recebem o batismo não se sentem sossegados. É por isto que muitas vezes, quando alguém é batizado fica extremamente emocionado e essa emoção é conseqüência do alívio de consciência por causa da confirmação que ele pedia a Deus em segredo.

 

                      2.     O batismo é um revestimento de poder para tornar o nosso testemunho mais eficaz. Ser nascido de novo, ter o nome escrito no Livro da Vida e ter o Espírito de Deus na vida é ter poder. Mas é poder para vencer o mundo, o pecado e o diabo. Quando se recebe o batismo com o Espírito Santo, recebe-se poder para dar testemunho da salvação. Testificar é dever de todo o crente. Testemunhar sem poder é, muitas vezes, infrutífero, pesado e difícil. Lembram-se de Pedro? Com que autoridade ele falava de Jesus depois do batismo? Ele era intrépido, dava ordens, não parava de testemunhar mesmo com ameaça de prisão e de morte. Curas e milagres começaram a acontecer e nada impediu a obra de Deus na sua vida. Porventura não fora o mesmo que negou a Jesus por três vezes, antes do batismo?!

 

                             3.     O batismo é o momento em que a pessoa recebe o derramamento do Espírito e se enche ao ponto de transbordar. Derramamento e enchimento são dois termos bíblicos aplicados todas as vezes que a Bíblia fala de batismo.

                               Podemos ilustrar da seguinte maneira: Colocamos uma vasilha vazia debaixo de uma torneira e a abrimos. Começa a sair água. A vasilha vai enchendo-se à medida que a água vai caindo. Se ninguém fechar a torneira ou não afastar a vasilha, ela, finalmente, vai encher. Se vai encher rápido ou devagar depende do tamanho da vasilha ou do volume da água. A água é o símbolo do Espírito Santo de Deus. O crente recebe o Espírito quando se converte. Batizado ou não, é dever de todo crente ser cheio do Espírito de Deus – Ef 5:18 . A diferença está na próxima gota. Se a torneira for fechada tão logo a vasilha fique cheia não haverá derramamento. É preciso buscar mais um pouco. Dar mais um passo, ficar mais tempo debaixo da “torneira” do Espírito. Deixar que Jesus faça a obra como Ele quer. O batismo é o momento em que a pessoa TRANSBORDA, e o sinal é uma forte e indizível emoção acompanhada do falar em línguas concedidas pelo Espírito. Ninguém perde o sentido, mas perde-se o controle da emoção.

                      O Espírito reside em nosso espírito. O nosso espírito está dentro de nossa alma. Emoção é função da alma. O nosso espírito se enche. Até aqui é quase imperceptível. Ao transbordar, a primeira gota vai direto à corda da emoção e a sacode; Vem mais uma gota, mais outra e mais outras. Às vezes o derramamento é imediato e em grande quantidade, e a alma também se enche rapidamente. A alma reflete, ou se expressa através do corpo. Os impulsos são tocados. Dá vontade de bater palmas. As glândulas lacrimais são ativadas. O corpo todo vibra. E, finalmente a língua… Você tenta dizer mais um “glória a Deus” e não sai. É glorioso! Só quem já recebeu sabe dizer. Ninguém explica. Todo o nosso ser é inundado de gozo e de virtude. Aleluia!

 APENAS MAIS DUAS OBSERVAÇÕES SOBRE O BATISMO:

                     1ª – O batismo com o Espírito Santo não está sujeito a fórmulas ou métodos par acontecer. Ele ocorre independente das circunstâncias. Pode acontecer dentro ou fora do templo; na hora da oração específica ou mesmo durante os cânticos ou pregação. Não depende só da imposição das mãos. Pode acontecer de uma pessoa receber no momento exato da conversão ou pode durar anos. Geralmente ele vem em decorrência de uma constante súplica, mas já aconteceu de alguém recebê-lo sem sequer haver pedido. Uma pessoa não crente pode receber, já houve casos, e quando isto acontece resulta sempre em conversão; crianças de colo podem receber; deficientes mentais recebem; Jesus batiza mudo e surdo e, acontece de ele falar apenas em línguas e permanecer mudo. Já vi um homem alcoolizado receber o batismo na porta da igreja…

                    Portanto, não devemos limitar a ação do Espírito Santo e jamais devemos ser juízes de determinadas manifestações que contrariam nosso modo de crer ou pensar. Pode acontecer de Jesus batizar alguém e esse alguém pular e correr, ou esse alguém ficar quietinho em seu canto.

                   O que me deixa em dúvia, nesse aspecto, é quando eu vejo uma pessoa que, segundo o que sabemos, está com a vida “toda torta”, sendo batizada. Eu acho mais fácil um descrente ser batizado e em seguida se converter do que um crente com a vida torta ser realmente batizado com o Espírito Santo. É mais fácil, nesse caso, ser batizado com o espírito do engano.

                  2ª – Jesus BATIZA CARISMÁTICOS? – Eles falam em “línguas”, será que é pelo Espírito?

         Minha resposta: Sim e não.

   

                         SIM, Jesus batiza carismáticos. Eu conheço uma irmã que foi batizada enquanto estava ajoelhada dentro de uma igreja católica, diante da estátua de Maria! – Estranho, não é!? – É muito estranho no meu modo limitado de ver a obra de Deus. Mas para Ele não há barreiras que possam impedir o seu agir. A irmã rezava. Parou de rezar e começou a orar. Sua alma estava sedenta, suas lágrimas não saiam dos olhos, simplesmente, mas brotavam do coração e, ela recebeu o batismo com o Espírito Santo. Falou em línguas (a “Maria” não entendeu nada) e quando parou de falar, abriu os olhos, viu a estátua, sentiu um mal-estar, levantou-se, olhou para as demais estátuas e disse: “Este não é o meu lugar”. Saiu imediatamente, foi a uma igreja  Assembléia de Deus, onde hoje congrega (poderia ter sido em uma outra igreja evangélica), chamou o pastor e disse: “Eu quero aceitar a Jesus como meu salvador”. Esta irmã é hoje uma bênção na casa de Deus.

                  NÃO é batismo com o Espírito Santo o movimento carismático ocorrido dentro da Igreja Católica que não opera e que não gera uma transformação, mudança de comportamento em relação ao pecado, principalmente a idolatria. Há uma relação entre o batismo com o Espírito Santo e o plano divino de salvação. Se alguém fala em línguas e continua adorando Maria, ou quem quer que seja, não é línguas concedida pelo Espírito de Deus.

                  Eu vejo este movimento mais como uma imitação. Que Jesus batiza, batiza. Mas, Ele tira de lá!

Em cristo, Sandoval Juliano, o presbítero – 14.04.2011

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