João na Ilha de Patmos

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Apocalipse 1:9 – Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, achei-me na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. 

João na Ilha de Patmos

Tito Flávio Domiciano, imperador romano que governou por 15 anos, de 81 a 96 d.C. Conhecido historicamente como Imperador Domiciano. Marcado pela maneira hostil com que tratou os cristãos ao final de sua gestão. Pagão, como era, procurou restaurar os templos dos antigos deuses romanos que andavam esquecidos e restaurou o culto ao imperador, construindo templos que homenagiavam seus irmãos que haviam passado pelo trono.

Durante o seu império não houveram muitas perseguições aos cristãos. Mas, já perto de sua morte, na região da Ásia Menor iniciou-se uma perseguição ao argumento de que os cristãos se negavam cultuar o imperador e fazer doações de ofertas ao culto pagão por ele estabelecido. Os registros históricos não confirmam uma perseguição sistemática determinada por Domiciano, mas apenas decretos de mortes ou deportação a exílio, àqueles que eram acusados de estarem se negando a reconhecerem a divindade do Imperador ou de se submeterem aos cultos idolátricos por ele ressuscitados.

Desta forma, os governadores das províncias enviavam a Roma, para serem punidos com morte todos quantos causavam problemas relacionado à religião. Bastava que uma acusação formal fosse feita por alguém que se sentia incomodado com as pregações dos cristãos que o acusado era severamente punido.

Como líder espiritual de grande prestígio, o apóstolo João, com idade bem avançada, reunia em torno de si um grande número de discípulos. Até porque ele era, àquela época, o último apóstolo vivo.

Assim, no ano 95 d.C., com o intuito de enfraquecer a igreja cristã, na Ásia Menor, formalizaram uma acusação contra o apóstolo João, como se ele fosse um incentivador à desobediência às ordens do Imperador.

Assim, por ter sido acusado formalmente, João foi levado preso a Roma, onde teria sofrido uma tentativa de homicídio, do qual escapou ileso, de forma milagrosa.

Por ordem do Imperador Domiciano, João foi então, deportado para a Ilha de Patmos, uma ilha deserta, que ficava a 55 quilômetros da Costa da Turquia, no Mar Egeu. Esta ilha faz parte de um grupo de 12 ilhas gregas e era utilizada para banimento durante os tempos do Império Romano.

Não se sabe, com exatidão, o tempo que João permaneceu na Ilha de Patmos. Sabe-se apenas que Nerva, o Senador que sucedeu Domiciano em 96, suspendeu vários decretos deste e trouxe do exílio a várias pessoas que haviam sido banidas. Dentre essas pessoas, João, que voltou a Éfeso, onde morou até o ano 103, aproximadamente, onde morreu, de morte natural, com cerca de 94 anos de idade.

Sobre a história que contam que João foi lançado vivo dentro de um grande tacho de azeite fervente e que saiu de lá ileso, causando espanto até no Imperador, não encontrei nenhuma fonte confiável que pudesse me dar segurança de relatar tal fato como verídico nesta página. Vou continuar procurando…

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 12.04.2012

Fontes de consulta:

Site: http://imagensbiblicas.wordpress.com/2008/06/18/joao-na-ilha-de-patmos/

Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Domiciano

Site: http://www.abiblia.org/ver.php?id=1928&id_autor=66&id_utente=&caso=perguntas

Livro: História Ilustrada do Cristianismo – A Era dos Mártires – Autor: Justo L. González – Editora Vida Nova

Livro: História Eclesiástica – Eusébio de Cesaréia – Pág 96 – Editora CPAD

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