Lição 3 – Refletindo a Luz de Cristo

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Ser a luz é outra prova contundente de que Cristo não é apenas mais um profeta que surgiu, entre tantos, nem uma entidade que se materializou com alguma missão.

Todos os testemunhos que ouvimos sobre Francisco de Assis, aquele  a quem chamam de “santo”, ou de de Sadhu Sundar Singh, o “Apostolo dos Pés Sangrentos”, ou de João Wyde, o “homem que orava” é de que eles eram cercados por uma áurea de luz que fazia com que todos os que se relacionassem com eles afirmassem que deles irradiava uma luz divina.

O que os diferenciam de Cristo? Não era a mesma luz? Não estão em pé de igualdade com Cristo? E o que dizer de Moisés, cuja luz não era apenas sentida, mas vista a olhos nus?

Bem, a luz que irradiava deles e de outros registrados na história era divina, sim. Eu não tenho dúvida. Todos nós, mesmo em nossos dias, também podemos e devemos irradiar a mesma luz. Isto, no entanto, não nos torna divinos, ou alguém que possui a divindade.

A grande diferença era que Cristo não irradiava uma luz que obteve de alguma fonte exterior. Cristo era a própria fonte. Ele tem luz própria. Jesus é a própria luz.

Francisco de Assis, Moisés e todos nós, apenas refletimos a luz que recebemos de Cristo. Somos luz, mas não temos luz própria. Nossa luz não resplandece porque somos a própria bondade em pessoa. De maneira nenhuma. À medida que convivermos com Cristo, tanto mais parecidos com Ele seremos e, aqueles que estiverem  á nossa volta perceberão que estamos cercados e/ou refletindo uma luz, ao que eles chamam de “áurea” diferente.

Eu acredito que não é apenas a santificação em si que faz com que essa luz resplandeça em nós, mas a comunhão diária com Deus através da oração e leitura da Palavra. Quando nos esforçamos por viver uma vida de santidade a luz não brilha, apenas porque nos esforçamos para vivermos isolados do pecado. Porém, quando vivemos em comunhão, a santificação nos é ministrada pelo Espírito e consequentemente a luz resplandece.

Portanto, aconselho aos professores da Escola Bíblica Dominical deste próximo domingo a que enfatizem essa diferença ente Cristo e todos os demais, uma vez que o propósito da Epístola de João é mostrar a superioridade de Jesus em todos os aspectos.

Vale ressaltar o que significa essa luz. Quando Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo”, em que sentido temos que irradiar essa luz?

A luz tem o propósito de iluminar, tornar claro o que está escuro. A presença de Cristo, ainda que silenciosa, incomoda ao pecador e o faz sentir-se impuro. Quando um crente anda na luz, basta a presença dele em determinados ambientes para que os ímpios se sintam desconfortáveis. Quando entramos em uma casa cujos membros da família não são convertidos a Cristo e vivem atribulados, nós sentimos as trevas presentes como se elas fossem uma pessoa ou uma névoa que cobre o ambiente. Ao passo que quando entramos num lar onde Cristo é servido e amado, a paz no ambiente é percebida de imediato. Eu já vi pessoas confessarem que quando entram em minha casa sentem a paz como se ela fosse um outro membro de minha família, como se ela pudesse ser tocada.

É nesse sentido que Jesus é luz e é nesse sentido que Ele espera que sejamos luz!

Em Cristo, Sandoval Juliano – 17 de julho de 2009.

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