A Mandrágora

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Vindo, pois, Jacó à tarde do campo, saiu-lhe Lia ao encontro, e disse: A mim possuirás, esta noite, porque certamente te aluguei com as mandrágoras do meu filho. E deitou-se com ela aquela noite – Gn 30:16 .

 

Essa planta, cujo nome foi citado no livro de gênesis, no complicado matrimônio poligâmico de Jacó, é uma planta cuja raiz tem forma humana. segundo a crença popular, grita quando é arrancada da terra. Tem raízes carnudas, fibrosas e bifurcadas, representando grosseiramente duas coxas entrelaçadas. Seus poderes mágicos e virtudes, foram proclamados na fábula e no drama, desde os tempos remotos. De Raquel e Lia, até Shakespeare, que fala de seus estonteantes gritos, a mandrágora foi citada como uma planta mágica. Dizem que quando retirada do solo, ela grita. As raízes não têm aparentemente talo, e de sua cabeça brotam grandes folhas, dando a impressao de uma imensa cabeleira. Não é em todo lugar do mundo que ela apresenta essa semelhança com o homem, em sua raiz. Na Espanha, Itália, Ásia Menor ou Síria ela não tem essa aparência. Mas, as mandrágoras encontradas na ilha de Candia e em Caramania têm uma forma humana que assombra.
 
Em cantares de Salomão essa planta também é citada e dela se diz que exala perfume afrodisíaco – Ct 7:13 .
 
As mandrágoras são plantas muito perfumadas, originárias da região do mediterrâneo, têm caule curto e emitem uma roseta de folhas de cujo centro possuem hastes de flores nas cores violeta e azul. São da família Solanaceae, a mesma da beladona e do meimendro. Existem dois tipos de mandrágoras: oficinal, ou seja, de uso médico (mandrágora officinales) e mandrágora fêmea(nome popular), já que ambos os tipos são hermafroditas; possuem os dois sexos.
 
É interessante que até seu nome está relacionado a romance. O nome hebraico para mandrágoras é : “dudhaim”, formado pela mesma raiz de da palavra “amor”. Esse nome foi dado à essa planta pelo fato de ela ser considerada afrodisíaca e de aumento da fertilidade humana, principalmente no oriente médio.


 

 
 
 
 
 
 
 
Fontes:
Site: http://atendanarocha.blogspot.com/2008/04/mandrgoras.html
Revista: Esfinge – nº 07
 
 

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