Conheça mais sobre a origem do Dia Internacional da Mulher

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O Dia Internacional da Mulher tem sido celebrado desde o início do século XX, um momento de grande expansão e turbulência no mundo industrializado, quando se observou um aumento populacional significativo e a ascensão de ideologias radicais.

Nesse contexto, a desigualdade e opressão das mulheres suscitaram um debate crítico e ativismo que culminou em demonstrações como a marcha de 15.000 mulheres em Nova Iorque em 1908 exigindo redução do horário de trabalho, melhores salários e direito de voto. A institucionalização do dia 8 de março ocorreu em 1910, quando a Segunda Conferência Internacional de Mulheres Trabalhadoras em Copenhagen propôs que a cada ano, em todos os países, deveria haver uma celebração do dia das mulheres para pressionar por seus direitos de trabalho, voto, capacitação, eleição para cargos públicos e o fim da discriminação de gênero. Em 1911, uma semana após a data marcada por manifestações de milhares de mulheres na Europa e Estados Unidos, ocorreu o trágico evento denominado “Triângulo de Fogo”, que culminou na morte de mais de 140 mulheres trabalhadoras em Nova Iorque – a maioria imigrantes de origem italiana e judaica. Esse evento desastroso chamou bastante a atenção para as condições e legislação trabalhista nos Estados Unidos e tornou-se o foco das celebrações subsequentes do dia das mulheres.
 
Ao longo do século XX, permeado por conflitos mas também por conquistas nas áreas da igualdade no trabalho, direito de voto e outras reivindicações sociais, o Dia Internacional da Mulher foi  celebrado mundialmente com eventos em larga escala que honram os avanços na área da igualdade de gênero e lembram a necessidade de contínua vigilância e ação necessária para assegurar que direitos iguais sejam ganhos e mantidos em todos os aspectos da vida social e privada.
 
O novo milênio testemunhou uma mudança significativa de atitude tanto das próprias mulheres como de toda a sociedade, distinta do ativismo feminista da década de 1970. Com mais mulheres em posições de poder, uma maior igualdade legal e de direitos, e uma massa crítica de maior visibilidade das mulheres em vários aspectos da vida social, pode-se pensar que as mulheres ganharam verdadeira igualdade. Pesquisas demonstram, porém, que as mulheres ainda não são pagas isonomicamente em relação às suas contrapartes masculinas; também não estão presentes em números iguais nos negócios ou na política, e globalmente a educação e saúde femininas, assim como a violência contra mulheres são piores que a dos homens.  
 
Não se pode desconsiderar também os progressos atingidos. Em nossa igreja, assim como na presidência do nosso país, nas universidades e carreiras públicas observa-se que as mulheres têm alternativas concretas de trabalho e desenvolvimento. Elas estão conquistando um espaço de destaque e de liderança. 
 
Parabenizamos portanto todas as mulheres, especialmente as evangélicas, e familiares, com os votos de que o futuro caminhe no sentido da igualdade de gênero e conquistas em todas as áreas que se refletem em melhores perspectivas para toda a sociedade.

Adaptado do site: http://www.internationalwomensday.com/about.asp  

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