Loide Bonfim Andrade

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Este texto faz parte de uma série de estudos intitulados: Mulheres Influentes no Reino de Deus. O Objetivo deste estudo é mostrar que a falta de espaço que as mulheres têm em muitas denominações e, especialmente nas Assembléias de Deus, é fruto de preconceito. Ensinar que as muheres não devem exercer cargos ministeriais e de liderança na igreja, porque isto é peculiar aos homens, não tem fundamento.

Neste texto falaremos sobre uma mulher que exerceu uma grande atividade no Reino de Deus e através de quem a Obra foi feita e o nome do Senhor foi glorificado. Trata-se de LOIDE BONFIM ANDRADE.

Baiana de Caetité, nascida aos 24/12/1917. Aos 08 anos sua família mudou-se para Suzano-SP onde ficou orfã de pai e mãe aos 10 anos de idade. Foi  levada para um colégio interno onde conheceram o casal de missionários, os Cooper. Estudou pedagogia em Patrocínio-MG, onde, também, cursou o Instituto Bíblico Eduardo Lane.

Em 1938 foi trabalhar como professora na Missão Evangélica Caiuá, inicialmente em Taunay (MS). Nesta época, Loide Bonfim sentiu uma chamada para ser missionária entre os índios no Mato Grosso do Sul, através desta Missão que já atuava desde 1929. Naquela época, muitos a aconselharam para que desistisse. Muitos homens se sentiram desencorajados a fazerem tal missão devido ao grau de dificuldade que enfrentariam. No entanto, Loide estava disposta. Obedeceu ao chamado e mesmo em meio às lutas e perigos da selva, foi. Tornou-se pioneira naquela região.

Loide Bonfim trabalhou em aldeias indígenas por 42 anos, nos arredores de Dourados-MS, nos quais atuou como educadora, sem deixar de respeitar a cultura sadia que lá encontrou. Pelo contrário, resgatou a tecelagem primitiva para ajudar na subsistência das índias.

Para aperfeicoar seu trabalho missionário, cursou enfermagem em Anápolis-GO e posteriormente o curso de Direito, nos anos 70.

Loide Bonfim casou-se com o também missionário Orlando Andrade que conheceu nos trabalhos evangelísticos, enquanto esteve na cidade de Suzano-SP.

Como prova de sua consciência missionária, Loide viajou ao Texas, nos Estados Unidos, em 1954 e fez uma campanha, na qual arrecadou dinheiro e construiu o sanatório para tuberculose.

Foi ela, também, quem construiu e inaugurou o Hospital e Maternidade Porta da Esperança, em 1963, dedicado exclusivamente ao atendimento aos povos indígenas.

Realizou em Dourados o primeiro seminário sobre os problemas da mulher rural indígena, com presença de antropólogos e psiquiatras.

Além dos dois hospitais, essa valente e valorosa missionária presbiteriana, deixou em Dourados-MS um orfanato, uma escola para alfabetização de adultos e educação primária, e, sobretudo, diversos pontos de pregação do evangelho.  Em 1978, durante a comemoração dos 50 anos da Missão, foi lançada a pedra fundamental do edifício, onde mais tarde passou a funcionar o Instituto Bíblico Felipe Landes, no qual muitos indígenas dedicam seu tempo ao estudo da Palavra e recebem formação para atuarem, também, como missionários.

A principal herança deixada para os índios do Mato Grosso do Sul, se deu em 1985, quando foi concluída a tradução do Novo Testamento para a língua caiuá pelo Instituto Linguística de Verão.

Os moradores de Dourados-MS, homenagearam-na, colocando seu nome na escola localizada no Jardim Água Boa.

É dela a famosa frase: “Criança precisa de lar, mão forte e direção segura”.

Faleceu em 1990, deixando três filhas e um legado de valor inestimável para o Reino de Deus.

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 17.10.2011.

 

 

Fontes de consulta:

Revista A Seara – nº 313 – julho de 1991 – pág. 32

http://sites.google.com/site/aeeloidebandrade/

http://old.thirdmill.org/files/portuguese/77687~11_1_01_9-52-49_AM~Hist%C3%B3ria_das_Miss%C3%B5es_na_Igreja_Brasileira_do_S%C3%A9culo_XX.html

http://www.ipmorumbi.org.br/Culto_03.php?id=60

http://www.ipb.org.br/institucional.php3?idins=16

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