Como Reagimos à Revelação Divina

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Mateus 2:1-7, 13.
 
  Mt 2:1 E, TENDO nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,
  Mt 2:2 Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.
  Mt 2:3 E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.
  Mt 2:4 E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.
  Mt 2:5 E eles lhe disseram: Em Belém da Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:
  Mt 2:6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel.
  Mt 2:7 Então Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera
 
  Mt 2:13 E, tendo eles se retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.
 
 

Temos, neste pequeno relato bíblico, o registro de como pessoas diferentes reagem à mesma revelação divina e à mesma oportunidade concedida por Deus.

Os três magos, chamados tradicionalmente de “reis magos”, eram sacerdotes zoroastristas, ou seja, líderes espirituais do zoroastrismo, religião fundada na antiga Pérsia, lá pelos idos dos anos 600 a.C.. Além de sacerdotes, eles eram astrônomos renomados da época.

Cada um deles saiu de sua localidade de origem, ao contrário do que o texto parece sugerir, que viajaram juntos.

Baltazar saiu da África, levando para o menino mirra, um presente geralmente ofertados aos profetas.

O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, presente geralmente ofertado aos deuses, como sinal de reconhecimento da divindade do menino Jesus.

Melchior ou Belchior, partiu da Europa, levando ouro ao Messias. O ouro simbolizava a nobreza e era o presente que se oferecia aos reis.

O que há em comum nesses três homens nobres que vieram de continentes distintos, guiados por uma estrela e que se encontraram em Jerusalém? – Os três entenderam que o fenômeno que se observava entre os astros era uma revelação divina de que um novo rei havia nascido e que esse não era um rei comum, e por isso merecia ser recepcionado da melhor maneira possível, com presentes, honra e adoração.

Essa é a primeira parte da história.
Acontece que na mesma história aparecem mais dois sujeitos que não podem passar despercebidos, “o rei Herodes e toda Jerusalém com ele”.
 
No momento em que Herodes ouviu o impressionante relato dos magos, ele se lembrou que entre os judeus havia a conversa de que um rei, um Messias, havia sido prometido por Deus e quando ele viesse salvaria o seu povo de todas as suas mazelas. Imediatamente Herodes entendeu tratar-se de uma revelação divina, tanto é que consultou aos príncipes, sacerdotes e escribas sobre o local revelado nas Escrituras, onde haveria de nascer o prometido rei dos judeus.
 
Quem era “o povo de Jerusalém”, de quem o texto bíblico diz que ficou perturbado? – Refere-se às pessoas que tomaram conhecimento do fato, tanto moradores como visitantes em Jerusalém, e se sentiram perturbadas porque, igualmente, entenderam tratar-se de uma revelação divina. A notícia foi manchete do “Clarim de Jerusalém”, naquele dia.
 
O que fez “Herodes” e o que fez o “povo de Jerusalém” diante da mesma revelação?
 
Herodes mandou matar a todas as crianças nascidas na Judéia nos últimos dois anos. E o povo de Jerusalém? – Não houve nenhuma manifestação de crédito na revelação, por parte deles; nenhum relato de que tenham feito uma festa, ou de que tenham feito uma caravana para irem conhecer o menino; nem de que tenham espalhado aquela novidade tão importante entre os povos das demais cidades. Passado o alvoroço da notícia, tudo voltou à rotina.

Pessoas diferentes reagindo de forma diferente à mesma revelação e à mesma oportunidade que receberam da parte de Deus.
 
Como temos reagido às oportunidades que o Senhor nos concede; ao chamado divino; à maneira como Deus está atuando em nossa geração?
 
Como você entrará para a história em relação ao Reino de Deus na sua geração? – Como alguém que adorou, que cooperou, que levou presentes, que não perdeu a oportunidade concedida por Deus, como fizeram os magos do Oriente, e como fizeram os pastores de Belém?
 
Será que você entrará para a história como alguém que silenciou e nada fez pelo Reino de Deus, como fez o povo de Jerusalém?
Ou, como alguém que mandou matar àquele a quem Deus constituiu, como fez Herodes? – Porque tem gente que além de não adorar, além de não presentear, além de não cooperar, ainda persegue àquele a quem Deus levantou para fazer Sua Obra em nossos dias. Lembra-se dos irmãos de José?

Seu pastor é um homem de Deus? – Seu esposo ou esposa? – Seu pai? – Você tem um irmão com quem Deus tem um projeto especial? – O que você tem feito para apoiá-lo em seu ministério?
 
Você conhece alguém que é um abnegado servo ou serva de Deus? – Você tem ajudado, tem se calado ou tem tentado “matar”, de alguma forma, a essa pessoa?
 
E o que dizer dos projetos de Deus, daquilo que Ele tem revelado ao seu coração, daquilo que Ele tem lhe dado como dom ou como ministério? Como você tem reagido ao chamado de Deus, à revelação divina?

Paulo, quando contava ao rei Agripa sua história, em atos 26:19, encerrou dizendo: “Por isso ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” .
Em Cristo, Sandoval Juliano, 06 de agosto de 2017. 

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