De onde vem a expressão… I

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COM A CARA NO CHÃO
 Na Roma antiga, as pessoas que não cumpriam o prometido tinham como castigo ficarem com a cara no chão durante horas

 

A TOQUE DE CAIXA
 Era comum, em Portugal, expulsarem os bêbados, ladrões e vagabundos “a toque de caixa”, batendo-se em tambores, para chamar a atenção dos moradores.

 

COM A FACA E O QUEIJO NA MÃO
 Expressão mineira citada por Mário Palmério, em Chapadão do Bugre, quando o personagem pega sua mulher na cama com outro homem: “E ali estavam os dois. Ela, dorso nu estendido na cama, oferecendo o ‘queijo’. Ele, em pé, com a ‘faca’ na mão”.

 

IR NUM PÉ E VOLTAR NO OUTRO
 Quando surgiram, na Galiléia, as sandálias custavam muito caro. Comprava-se, geralmente, um só pé e alternava-se o uso da sandália – os primeiros calçados a serem inventados – num pé e no outro.

 

FARINHA DO MESMO SACO
 Vem da latim ejusden farinae (da mesma farinha). Plauto (254-184 a. C.) já dizia, em tradução livre de Mário Prata: “E ao chegar já se encontram/Ali, na própria praia minha/Pessoas como numa montra/Tudo do mesmo saco, farinha.”

 

QUEM TUDO QUER TUDO PERDE
Expressão espanhola: quiem todo lo quiere, todo lo pierde, citada por Lope de Veja, em sua peça El Mejor Juez, na época do renascimento, criticando o desejo espanhol de conquistar o mundo.

Fonte: Mas será o Benedito? – Mario Prata, Editora Globo
CORREIO BRASILIENSE, dia 05/07/2000

 

FALAR PELOS COTOVELOS
Qual o tagarela que nunca ouviu: “você fala pelos cotovelos”? Há duas versões para a origem da expressão. A mais antiga é que ela surgiu do costume que os falantes têm de tocar os interlocutores com os cotovelos para obter atenção. O primeiro a registrá-la foi o escritor latino Horácio (65 – 8 a.C.), em uma de suas sátiras.
 Para o folclorista brasileiro Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), no entanto, a expressão tem uma origem muito mais recente – ela vem de hábitos do sertão nordestino. Muitas mulheres, após brigarem com os maridos, têm o hábito de cutucá-los com o cotovelo à noite, no leito conjugal, para tentar uma reconciliação.  (Adriana Cardillo)

Revista Aventuras da História – dezembro de 2005 – página 21

Por que as noivas têm damas-de-honra?

 Antigamente, acreditava-se que os espíritos do mal não suportavam ver pessoas felizes, como uma noiva em seu casamento. Então a noiva se protegia sendo acompanhada por mulheres vestidas como ela. O costume também tem origem na Roma antiga. Na Idade Média, durante a cerimônia de casamento, os noivos tentavam cumular o máximo de amigos possíveis para protegerem a noiva de ser seqüestrada por algum pretendente.

(Jornal de Brasília, 04 de setembro de 2001)


 
DISCUTIR O SEXO DOS ANJOS
Se uma discussão não leva a lugar algum, é comum se perguntar de que adianta discutir o sexo dos anjos. A frase teve origem em 1453 durante a tomada de Constantinopla, a atual Istambul, na Turquia, pelos turcos otomanos. Enquanto o bicho pegava na capital do Império Bizantino e o imperador Constantino XI comandava a resistência, as autoridades cristãs estavam reunidas num concílio. Entre os diversos assuntos das acaloradas discussões teológicas, os clérigos debatiam sobre o fato de os anjos terem ou não sexo.
 Para a batalha final na tomada da cidade, os cristãos mal contavam com 7 mil homens, enquanto o invasor turco dispunha de mais de 80 mil soldados. Constantino XI acabou morto durante a defesa da capital, assim como milhares de cristãos. O Império Bizantino teve fim  e os novos conquistadores estabeleceram o Império Otomano, sob as ordens de Maomé II. A propósito: o concílio não chegou à conclusão nenhuma sobre o sexo dos anjos. (Adriana Cardillo)

Fonte: Revista Aventuras na História – dezembro de 2005 – página 21

 

Alma Penada
O músico italiano Nicolò Paganini era um baita violinista. Sua habilidade – ele era capaz de tocar 12 notas por segundo – e virtuosismo – o cara tocava peças inteiras usando apenas uma corda – eram tamanhos que ele chegou a ser acusado de ter um pacto com o demônio. A fama que ele, malandramente, ora negava, ora fomentava, fez dele rico e famoso. Quando morreu, em 1840, no entanto, pagou caro pela reputação de endiabrado. Sua família foi proibida de levar o cadáver para Gênova e o corpo ficou meses insepulto. Por causa da polêmica, nos cinco anos seguintes, os restos de Paganini foram desenterrados e enterrados em locais diferentes pelo menos oito vezes.

Fonte: Revista Aventuras na História – dezembro de 2005 – página 21

 

QUAL É A ORIGEM DO TERMO TCHÊ?
 Há duas versões para a origem do termo “tchê”, muito usada no Rio Grande do Sul, uma delas, defendida pelo etimologista Deonísio da Silva, da Universidade Federal de São Carlos, é a de que ela veio do espanhol “che”, uma interjeição semelhante ao nosso “ei”. O termo , usado no espanhol dos argentinos, uruguaios e paraguaios das regiões fronteiriças do Brasil, foi incorporado entre os séculos 18 e 19 ao português, vindo do dialeto rio-platense (falado na bacia do Rio da Prata pelos índios guaranis, jesuítas, população ribeirinha e bandeirantes). O revolucionário Ernesto “Che” Guevara ganhou o apelido por usar muito a expressão.  
 A segunda versão é que a expressão tenha suas origens no guarani da população indígena. Dependendo de seu uso, ela pode significar “eu”, “meu” e também “amigo”.  (Mário Araújo)

Revista Aventuras na História – dezembro de 2005 – página 23

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