Gritaria, Maledicência, Blasfêmia, Soberba e Loucura

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Há algumas semanas estamos tratando das obras da carne e do fruto do espírito. Entendemos por obras da carne as atitudes pecaminosas, ou seja, tudo aquilo que é gerado por nossa natureza humana e decaída e, por fruto do espírito, as virtudes procedentes de uma vida dirigida pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus.

Já estudamos, até agora, 22 obras da carne, das 40 que identificamos no texto do Novo Testamento. Neste tópico estudaremos 5 atitudes pecaminosas que podem estar preesentes na vida do cristão e que podem estar relacionados a problemas de ordem psicológica e/ou psiquiátrica. São eles: GRITARIA, MALEDICÊNCIA, BLASFÊMIA, SOBERBA e LOUCURA

GRITARIA – Refere-se ao comportamento desordenado, geralmente acompanhado de gritos, produzido por quem está  eufórico, assustado ou neurótico. A palavra correspondente, na psicologia é histeria. Segundo a psicanálise freudiana, histeria é uma neurose complexa caracterizada pela instabilidade emocional. Entre as duas histerias mais conhecidas pela psicanálise(a conversiva e a dissociativa), é mais comum vermos manifestações de histerias dissociativa, que é aquela onde a pessoa fica histérica em função de algum pânico ou de alguma emoção muito forte. Em geral, um fator externo. O grande problema é que por não ser culpada, a pessoa histérica, frequente assume o papel de vítima, requerendo com isso uma atenção maior, uma complacência, um perdão antecipado. A questão toda é, como saber se o problema é puramente físico, um distúrbio neurótico ou se o problema é de simulação. Neste segundo caso, o problema não é distúrbio neurótico, mas distúrbio de personalidade. Uma pessoa que se sente desprezada pode recorrer a esse comportamento para fazer um teatro e tornar-se o centro das atenções.  Em geral,  após um ataque, o histérico cai no pranto, de preferência envolto por uma platéia.

O histerismo pode acontecer dentro da igreja, num momento de êxtase em um culto, quando as emoções são despertadas por fortes sons musicais ou por uma pregação muito comovente ou chocante. Neste caso, nós, os evangélicos, temos a tendência de achar que a pessoa está cheia do Espírito Santo. Em minha experiência ministerial tenho visto que nem sempre o euforismo presenciado é a manifestação da glória ou do poder de Deus. Temos visto congressos de avivamento onde acontece uma histeria coletiva. De repente, um enorme número de pessoas disparam a gritar, pular e correr. Muitos confundem isto com manifestação de poder de Deus. Na grande maioria das vezes não é.

Em geral, depois de uma crise de histerismo em um culto pentecostal, a pessoa cai em pranto, como dissemos à pouco, ou em sonolência, como se tivesse sido arrebatada.

Ou seja, em um movimento pentecostal genuíno, não deveria haver lugar para histeria, ou gritaria, e sim para gozo inefável, alegria no espírito, paz na alma. As histerias são excelentes para consagrar o pregador e torná-lo mais famoso. A impressão que se tem é que foi dele que emanou o “poder”.

Obs: Embora a histeria atinja mais mulheres, os homens também podem desenvolver este estado psíquico.

MALEDICÊNCIA – Qualidade de quem é maldizente. Ação de falar mal de alguém, com a intenção de denegrir, de deprimir. (Do Lat. maledicentia). Toda pessoa não suficientemente realizada em si mesma tem a instintiva tendência de falar mal dos outros. Qual a razão última dessa mania? – É um complexo de inferioridade unido a um desejo de superioridade. Diminuir o valor dos outros dá-nos a grata ilusão de aumentar o nosso valor próprio. As nossas reuniões sociais, os nossos bate-papos são, em geral, academias de maledicência. Falar mal das misérias alheias é um prazer tão sutil e sedutor – algo parecido com whisky, gin ou cocaína – que uma pessoa de saúde moral precária facilmente sucumbe a essa epidemia. Em Romanos 1:30, Paulo chama os maldizentes de “detratores”. a palavra usada por ele – katalaliai é a mesma que originou “cochichadores”, “difamadores”, “os que repetem conversas”.

Vejam que, mais uma vez, aparece uma atitude pecaminosa relacionada à distúrbio de personalidade, neste caso, complexo de inferioridade. Mas, pior que isso, é a maldade, uma vez que a maledicência é mais terrivel do que uma agressão fisica.  Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências. O Maldizente instaura, onde chega, um tribunal corrupto, porque nele o réu está, invariavelmente, ausente.  É acusado, julgado e condenado, sem direito de defesa, sem contestação, sem misericórdia. E, depois, o detrator sempre diz que ele não disse isto ou que não teve a intenção de dizer.

Na vida do maldizente sempre se cumpre as palavras ditas por Jesus: “a boca fala do que o coração está cheio”.  Há estudos de Psicologia que oferecem uma dimensão bem maior à esta verdade pronunciada por Jesus.  Admitem hoje os psicólogos que tendemos a identificar com facilidade nos outros o que existe em abundância em nós. O mal que vemos em outrem é algo do mal que mora em nosso coração.  Por isso, as pessoas virtuosas, de sentimentos nobres, são incapazes de enxergar maldade no próximo.

BLASFÊMIA – Blasfémia é a irreverência para algo considerado sagrado ou inviolável. O objetivo da blasfêmia é denegrir a reputação de alguém com palavras ou comportamentos insultosos. É considerada blasfêmia, não apenas os insultos contra Deus e tudo o que Lhe diz respeito, mas, também, contra autoridades legitimamente constituída, levando-se em conta que as autoridades, são, direta ou indiretamente, constituídas por Deus.

Sabe-se que fatores de natureza psicológica e até neurológica podem levar uma pessoa a cometer blasfêmias. Neste caso, um especialista vai identificar transtornos obssessivos e vai indicar um tratamento conveniente.

Obra da carne, é quando a pessoa se torna leviana e não consegue mais distinguir o sagrado do profano. Práticas de sexo ilícito nas dependências da igreja, por exemplo, uso de linguagem profana relacionada a temas bíblicos, distorção de frases bíblicas para dar um sentido impuro etc, são exemplos de comportamentos que podem configurar a obra da carne que a Palavra de Deus condena e que recebe o nome de blasfêmia.

SOBERBA – A Wikipédia define soberba como um  sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. A soberba não é privilégio dos ricos. Os pobres também podem experimentar a soberba ao se considerarem especiais e buscando fingir serem o que não são. Não só através de bens materiais, pois muitas vezes a pessoa pode se sentir superior aos outros por acreditar que é o melhor no que faz, no que decide, na sua capacidade de resolver situações. No trabalho, na política, no esporte e até na igreja, existem pessoas que têm um conceito exagerado de si próprias e por isso se comportam como se tivesse “um rei na barriga”.

A soberba, como sinônimo de orgulho, foi o que levou Lúcifer a se perder e a se tornar tão arrogante como ele é até hoje!

LOUCURA – É a condição do comportamento humano, considerado pela sociedade como anormal. Tudo que é anormal, a princípio é considerado loucura, até que deixe de ser anormal.

em construção…

 

Em Cristo, Sandoval juliano – O Presbítero – 21.09.2011

 

 

Fontes de consulta:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Histeria

http://www.ansiedade.com.br/Sections/Ansiedade/histeria/histeria.html

http://www.tekatun.com/2008/07/histeria-sintomas-e-tratamento-da-doenca.html

http://estudosbiblicos.org/corinto-uma-igreja-fervorosa-mas-nao-espiritual/

http://www.dicio.com.br/maledicencia/

http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3931&catid=31:periodicos&Itemid=57

 

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