Iras, Dissensões, Homicídios, Injustiça e Amargura

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Há algumas semanas estamos tratando das obras da carne e do fruto do espírito. Entendemos por obras da carne as atitudes pecaminosas, ou seja, tudo aquilo que é gerado por nossa natureza humana e decaída e, por fruto do espírito, as virtudes procedentes de uma vida dirigida pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus.

Já estudamos, até agora, 27 obras da carne, das 40 que identificamos no texto do Novo Testamento. Neste tópico estudaremos 5 atitudes pecaminosas que podem estar presentes na vida do cristão e que estão relacionados à falta de controle temperamental nos relacionamentos sociais. IRAS, DISSENSÕES, HOMICÍDIOS, INJUSTIÇA E AMARGURA. Nos restam apenas, heresias, torpezas, devassidão, cães, mentira, maus pensamentos, furtos e engano.

IRAS – Encolerizar, embravecer, tornar-se tempestuoso, exasperado e agir como tal. Tiago em sua epístola nos recomenda:Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. – Tiago 1.19. A ira é uma raiva súbita, irracional. Tudo que é dito ou feito nesse momento, geralmente causa problemas, uma vez que não é feito nem dito baseado na razão ou em uma conclusão equilibrada. Ao servo de Deus não convém ser iracundo. Há uma outra recomendação bíblica para que, em caso de nos irarmos, “não deixe o sol se por sobre a sua ira”. Ou seja, é admissível, até que em determinados momentos nos escedamos, mas aquilo não pode ficar guardado, sem uma reconciliação, sem reparação dos danos causados.

DISSENSÕES – Disputas em função da divergência de opiniões. Não existe como em um grupo todos pensarem exatamente a mesma coisa, mas, quando as opiniões são divergentes, é sempre bom que uma das partes ceda, abra mão de sua razão, para que a divergência não se torne um problema no relacionamento dos irmãos. As dissensões provovam rachas, feridas na alma, afastamento da unção e da bênção de Deus. Ninguém ganha onde há uma dissensão estabelecida.

HOMICÍDIOS – Crimes contra a vida. No meio do povo de Deus? Sim. Existem aqueles que matam através das palavras, da rejeição, da perseguição sem causa. É muito comum isto acontecer de cima para baixo, ou seja, vindo do púlpito, daqueles que têm o poder da palavra ou da caneta. Pastores que não se importam em como vão ficar aqueles por eles perseguidos e maltratados. Por outro lado, também, encontramos casos de familiares de pastores que foram assassinados espiritualmente por causa das injustiças que membros da igreja e do ministério fizeram contra o pai-pastor. João, evangelista, em sua 1ª epístola disse que “Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.”

INJUSTIÇA – A definição postada no Wikipédia é excelente: “Injustiça é quando, além de a justiça não ser respeitada por algum(ns) indivíduo(s), houver impunidade para esses que burlaram o sistema jurídico, ético ou moral.

A injustiça também existe como causa de problemas de relacionamento”. Dentro da igreja temos visto, por exemplo, o plágio, falta de respeito com os direitos autorais; destituição de um cargo por parte de um pastor, para atender aos interesses de parentes ou de pessoas próximas ao pastor; falta de uma ouvidoria nas igrejas sedespara ouvir o membro quando este tiver queixa contra a liderança da congregação… E aí vai. A igreja não pode criar ambiente para nenhuma obra da carne prosperar. Sendo a Igreja a “coluna e firmeza da verdade, a justiça tem que brotar em nosso meio, como águas abundantes. Vale para nós a advertência do profeta Miquéias “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o teu Deus?” – Mq 6:8 .

AMARGURA – A amargura é um sentimento caracterizado principalmente por recusar de forma cega e doentia a reconciliação; tendo um argumento emocional de que é justo não perdoar e não reconciliar. Hebreus 12:15 – é o texto-áureo deste tema: Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem. O antídoto para a amargura é a confissão e o perdão. Enquanto não vomitamos o ressentimento não nos libertamos da amargura. Essa obra da carne, tem o poder de definhar os sentimentos da pessoa e criar uma muralha em volta dela. Uma pessoa amargurada está propença, inclusive, a desenvolver doenças sintomáticas que remédio nenhum é capaz de curar. Quando o amor de Deus está presente em nossos corações, somos encorajados a perdoar, a esquecer, a pedir perdão e, assim, nos

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 28.09.2011

Fontes de consulta:

http://www.oapocalipse.com/home/libertacao/libertacao_compreendendo_a_amargura.htm

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