Longanimidade, Benignidade e Bondade

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 Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Gálatas 5:22

No texto “Considerações Sobre o Fruto do Espírito”, dissemos que o fruto do Espírito é o resultado natural da habitação do Espírito Santo em nós. Sabemos que o Espírito Santo está atuando em nossa vida e no meio da Igreja para comunicar e revelar a vontade de Deus e para imprimir em nosso ser as marcas indeléveis de Cristo, ou seja, para produzir em nós a imagem de Cristo – 2Co 3:18 , Assim sendo, cada uma das virtudes citadas por Paulo, fazem parte desta imagem de Cristo que precisa se revelar em nós, Já estudamos o amor, o gozo e a paz. Hoje estudaremos LONGANIMIDADE, BENIGNIDADE E BONDADE.

LONGANIMIDADE – O longânimo é aquela pessoa que mesmo coagido a tomar alguma decisão mais ríspida, espera. A longanimidade como fruto do Espírito visa sempre a construção e a solidificação do Reino de Deus. Então, em função de uma causa maior, o cristão, o obreiro, o pastor, em quem se manifesta o fruto do Espírito, sofre, apanha, perde noites de sono, recebe cobranças… mas, suporta até que a situação chegue a um limite do qual não se deve deixar passar. Haverá um momento em que alguma coisa terá que ser feita, nem que seja necessário tomar um chicote e expulsar os cambistas do pátio do templo. Mas, isto só acontecerá quando o obreiro perceber que, se o não fizer, é a própria obra de Deus quem sofrerá prejuízos.

BENIGNIDADE – É o amor revelando misericórdia. O Espírito Santo capacita seus servo para exercer miserícórdia mesmo em situações em que naturalmente a pessoa se sentiria no direito de abandonar a causa, como no caso do pastor que participava de um acampamento com os adolescentes da igreja e à beira de um riacho viu quando um escorpião despencou do barranco e caiu na correnteza. Num piscar de olhos o pastor se lançou às águas e retirou o escorpião. No momento em que o pastor foi colocar o aracnídeo em terra seca este o atacou com seu ferrão, causando-lhe imensa dor. Os olhos de todos estavam voltados para a cena e todos ficaram compadecidos pelo pastor que sacudia a mão com muita veemência e dizia que estava doendo muito. Ao olhar para o escorpião o pastor viu que o mesmo errou o caminho e estava caindo do barranco mais uma vez. Qual não foi a surpresa de todos, o pastor saiu correndo, pegou um galho em uma árvore e segurou o escorpião no ar antes mesmo que ele caísse dentro d’água. Quando foi indagado porque salvou o escorpião que o havia ferroado, o pastor respondeu: Ele agiu conforme sua natureza, que é ferroar e eu de acordo com a minha, que é salvar.

BONDADE – É a lente que o Espírito Santo coloca nos olhos do crente para enxergar a todas as pessoas como imagem do seu Criador e a todos os demais seres vivos como integrantes de um mesmo corpo universal. Com este sentimento, é impossível se querer fazer qualquer maldade a quem quer que seja, porque é como se estivéssemos sendo maus para nós mesmos. A árvore, por exemplo, espera nossa bondade para com ela, para que por fim nos forneça o seu fruto no tempo certo. A bondade é uma virtude tão graciosa que a simples presença de uma pessoa bondosa em um ambiente, torna-o mais leve e tolerável. Como fruto do Espírito a bondade é a qualidade que nos faz parecer com Cristo, nos gestos, nos afetos, na generosidade. Não há espiritualidade alguma onde a bondade não flui. Não há cristianismo onde a bondade não é razão de ser da religiosidade.

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 09.11.2011

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