Maldade, Malícia e Inveja

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Estamos tratando das obras da carne e do fruto do espírito. Entendemos por obras da carne as atitudes pecaminosas e, por fruto do espírito, as virtudes procedentes de uma vida dirigida pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus.

Neste tópico estudaremos 3 atitudes pecaminosas presentes na vida do cristão e que podem ser considerados pecados ocultos, velados. Esse grupo é composto por: MALDADE, MALÍCIA e INVEJA.

MALDADE –  No sentido literal da palavra, maldade é qualidade daquilo ou daquele que é mau. No sentido de obras da carne, por se tratar de atitudes pecaminosas observadas no meio do povo de Deus, maldade refere-se àquilo que é arquitetado ou planejado na mente para atingir outra pessoa. A maldade, como obra da carne, não é exatamente a crueldade estampada nas capas dos jornais e noticiado nos telejornais. Estamos falando de um nível bem inferior de maldade, se bem que pode acontecer de em nosso meio ter alguém capaz de praticar a crueldade, também. Mas a maldade, aqui, é velada. A ação, pode até estar vestida com uma roupa de bondade ou de ingenuidade, mas o propósito, a intenção é má. Geralmente, a pessoa que é maldosa é fingida, tem dupla personalidade. Em Hebreus 4.12 diz que a Palavra de Deus é apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração humano. Somente aquele que é espiritual, mediante a explanação e aplicação da Palavra de Deus, consegue discernir a maldade, antes mesmo que ela execute seu propósito. Como disse Heinrich Heine, não se deve admirar o ato ou o fato, mas o espírito humano. Portanto, trata-se daquela pessoa que, por exemplo, tenta derrubar o pastor, mas sempre se esquivando, dando a impressão para os outros de que ele jamais seria capaz de fazer isto, ou, de que ele está sendo usado por Deus para puni-lo. A maldade pode estar na ação do próprio pastor que, utilizando-se de sua autoridade e de sua “unção”, põe tropeço diante de alguém e espera que ela caia para que não tenha de que se desculpar. Tem um pensamento de origem judaica que diz que quanto maior o homem, tanto maior o seu potencial para a maldade. O pior é que a maldade velada, na maioria das vezes, não provoca dores físicas, mas dores psicológicas. Por vir de alguém em quem se menos desconfia, a maldade causa decepção profunda na pessoa que a sofreu.

MALÍCIA –   Tendência para julgar, dizer, agir com maldade; dolo, má-fé. O malicioso é aquele que vê maldade em tudo o que acontece ou em tudo que ouve. Como ele é uma pessoa maldosa, ele tem a tendência de achar que todos em sua volta também o são, e por isso, faz prejulgamento das pessoas, baseado na sua própria experiência. O problema da malícia é que ela faz com que a pessoa que a pratica iguale a todos por baixo. A malícia é uma lente que faz a pessoa ver sujeira/impureza em todos e em tudo. E, 1 Co 14.20 diz “Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento”. Por que meninos na malícia? – Porque as crianças confiam nas pessoas, não as vê como inimigas ou como perigosas. A criança é naturalmente ingênua, pura, sincera. é assim que todo aquele que é nascido de novo, pela Palavra deve ser e de se comportar.

INVEJA –  É o sentimento que faz a pessoa desejar o que a outra tem(pode ser tanto bens materiais ou mesmo qualidades inerentes ao ser). Mas, o problema é que o invejoso não deseja ter uma coisa semelhante à que a outra pessoa tem, mas ter exatamente a mesma coisa, ou, não sendo lhe sendo possível ter a mesma coisa, o invejoso deseja que o bem da outra pessoa lhe seja tirado. O invejoso não suporta saber que tem alguém no grupo que ele frequenta melhor ou maior que ele. Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

Eu sugiro a todos a leitura do texto: A Dialética da Inveja, de Olavo de Carvalho, no seguinte endereço: http://www.olavodecarvalho.org/semana/030826fsp.htm

Sandoval Juliano, O Presbítero, em Cristo – 24.08.2011. 

 

Fontes consultadas:

http://pastorjunior.blogspot.com/2007/10/as-obras-da-carne-e-o-fruto-do-esprito.html

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