Temperamentos Controlados Pelo Espírito- Parte I

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No estudo que estamos ministrando sobre o Fruto do Espírito, nos deparamos com a última parte do fruto, ou seja, a última das nove virtudes relacionadas em Gálatas 5:22 – a TEMPERANÇA. Esta virtude me chamou a atenção e ao começar a meditar nela percebi que ela é muito mais abrangente do que parece e merece um estudo à parte. Ao falarmos em temperança, falamos em equilíbrio. Tenho observado que muitos de nós, crentes em Jesus, temos nossos desequilíbrios comportamentais. Alguns, na área financeira, outros no modo como lidam com seus filhos, outros no modo como lidam com seus subordinados, com seus chefes, com seus colegas, com seus concorrentes, na profissão que exercem, e, em todas as áreas do comportamento humano, temos visto que a falta de temperamento tem causado uma série de prejuízos físicos, emocionais e espirituais.

Em função disto, inicio, neste texto, um estudo detalhado sobre o que gera desequilíbrio no nosso comportamento e como submeter isto ao controle do Espírito Santo. Existe um livro muito conhecido sobre o tema que chama-se “Temperamentos Transformados Pelo Espírito” de Tim LaHaye. Eu prefiro intitular meu estudo como “Temperamentos Controlados Pelo Espírito” e não transformados. Todos os que me acompanharem saberão o por quê.

Para iniciarmos, queremos conceituar alguns termos que serão frequentemente usados ao longo deste estudo. São eles: Personalidade, caráter e temperamento.

Personalidade – A psicologia define personalidade como o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a nossa individualidade, o conjunto de características marcantes de uma pessoa, aquilo que cada um é.

Caráter – É o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir, peculiar a cada indivíduo, frente a questões morais. É o que alguns psicólogos chamam de índole.

Temperamento – Podemos definir temperamento como um aspecto biológico da personalidade que caracteriza nossa reação e sensibilidade em relação aos fatos da vida.

Portanto, personalidade é o conjunto de todas as características que definem um ser. Caráter e temperamento são partes dessas características. A diferença básica entre caráter e temperamento se dá pelo desenvolvimento de ambos. O caráter não se desenvolve por questões genéticas, mas por influências sociais. Enquanto que o temperamento está relacionado a questões biológicas, congênitas, hereditárias, e à construção fisiológica que interfere no ritmo individual, no grau de vitalidade ou emotividade dos indivíduos.

Quanto ao caráter, podemos qualificá-lo como bom ou mal, melhor ou pior. Mas, quanto aos temperamentos, não existem melhores e piores, apenas diferentes.

De acordo com as definições do psicólogo californiano David Keirsey, temperamentos são nossas inclinações, diferente de caráter, que são nossos hábitos.

ALGUMAS PERGUNTAS QUE PRECISAMOS RESPONDER 

Sabemos que o Evangelho é o poder de Deus para causar transformação na vida das pessoas. A transformação operada pelo Evangelho se dá no caráter, no temperamento ou em ambos?

Quando a pessoa se converte, o que muda são seus hábitos ou o seu jeito natural de ser?

O Evangelho existe para fazer o tímido deixar de ser tímido, o barulhento deixar de ser barulhento, o enérgico tornar-se vagaroso, o desorganizado passar a ser organizado ou, a transformação está relacionada apenas às questões de ordem moral?

O Espírito Santo transforma a personalidade da pessoa ou apenas exerce influência/controle sobre os aspectos negativos existentes em uma personalidade?

INTRODUÇÃO AO ESTUDO SOBRE OS TEMPERAMENTOS

Existem cerca de 12 teorias sobre os temperamentos. Cada uma procura explicar o que nos leva a termos determinados comportamentos. Se é por causa dos hormônios; se são os neurônios; se são os humores; se são os fluídos orgânicos etc.

A teoria de Hipócrates, o pai da medicina, é a mais conhecida. É a teoria dos 4 temperamentos. Nesta teoria aprendemos que nossa personalidade se deve em muito, a fatores genéticos, de hereditariedade. Daí a importância de se conhecer uma pessoa antes de julgá-la; de entender o que a move a tomar determinada atitude ou o por quê de ela não ter tomado atitude alguma. E mais, é importante que nos conheçamos para que possamos compreender o que se passa conosco e não vivermos a nos condenar como se fôssemos pessoas más.

Se a pessoa é extrovertida ou não, se a pessoa é instável ou de pulso forte, se a pessoa é corajosa ou medrosa, se tem facilidade para expor seus pensamentos ou se é tímida, tudo isto se descobre através do estudo dos temperamentos.

Será que os temperamentos determinam, também, a índole de uma pessoa? Ou seja, o caráter de uma pessoa está relacionado ao conjunto de fatores biológicos, genéticos, ou está relacionado à formação que o indivíduo  adquiriu ao longo de sua formação como pessoa?

A partir do texto 2 estudaremos a teoria dos 4 temperamentos, o que são cada um deles, como descobrirmos o temperamento predominante em nós e de que maneira podemos relacionar este estudo ao estudo do Fruto do Espírito. Procuraremos, ainda, responder às perguntas que fizemos acima e dizer se os temperamentos devem ser controlados ou transformados pelo Espírito Santo.

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 24.11.2011

 

 

Fontes de consulta:

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/temperamentos-x-lideranca/22763/

http://pt.scribd.com/doc/7205374/Os-Quatro-Temperamentos-Humanos

http://www.temperamentos.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Temperamento_(psicologia)

http://inspiira.org/teoria/modelo-dos-4-temperamentos

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