A Parábola da Figueira Estéril

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A Parábola da Figueira Estéril – Lucas 13:6-9

  Lc 13:6 E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando;
  Lc 13:7 E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?
  Lc 13:8 E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque;
  Lc 13:9 E, se der fruto, ficará e, se não, depois a mandarás cortar.

A figueira novamente aparece nas parábolas de Jesus. Já estudamos em outra parábola que a figueira é uma das  três árvores que Deus sempre utilizou como figura para referir-se ao Seu povo – Israel.

Só que desta vez encontramos um detalhe que ainda não tinha sido visto em outras partes das Escrituras: Uma figueira plantada em uma vinha. A vinha era local de videiras e, a videira também é uma das três árvores que ilustram a nação de Israel do ponto de vista de “povo de Deus”.

O solo escolhido foi bem melhor que os terrenos onde geralmente se plantam as figueiras. Além disto estava próxima dos trabalhadores que sabiam da atenção que o dono da vinha dava àquela árvore. Isto fala do cuidado de Deus para com a sua obra, seu projeto… Em Isaías a vinha é claramente apontada por Deus como sendo o Seu povo – Is 5:7 . Em Joel a figueira é referida, também, como o Seu povo, no sentido de propriedade – Jl 1:7 . A vinha representa a obra de Deus, enquanto a figueira representa um povo específico, a nação de Israel. 

Jesus está dizendo que Israel foi plantado como povo dentro de um projeto divino. Em Gênesis 12 nós encontramos a revelação deste projeto – Gn 12:2 ,  Gn 12:3 . O projeto inicial de Deus para com a nação de Israel é que ela se tornasse uma bênção para todas as nações, uma vez que seria porta voz da revelação da vontade de Deus.

Dentro deste ponto de vista, Israel não produziu frutos, apresentou-se uma figueira estéril. Jesus está, novamente dizendo que a poda estava próxima, como o profeta João Batista havia dito em suas preleções – Mt 3:10 .

Três anos se passaram sem que a figueira desse fruto dentro da vinha. Ou seja, sem que Israel desse fruto dentro do projeto de Deus. O que representam esses três anos? Não será esta, mais uma parábola profética em relação à escatologia? Não seriam esses três anos uma referência aos três mil anos de existência da nação de Israel?

Abraão viveu aproximadamente em 1800 a.C.. A nação de Israel passou a existir, de fato, por volta do ano 1250 a.C. Ou seja, antes de Cristo, cerca de mil anos. Depois de Cristo já se passaram dois mil anos. Portanto, três mil anos.

Ao dizer que o dono da vinha voltou a procurar frutos na figueira depois do terceiro dia e, lembrando-nos do texto poético de Salmos 90 que diz que mil anos para o Senhor é como o dia de ontem que se passou – Sl 90:4 ,  e 2Pe 3:8 , porventura, os “três anos” proféticos desta parábola não já estão encerrados ou pertinho de se encerrar?

O Senhor voltará a procurar frutos em Israel após os três anos. Tudo indica que isto está próximo de acontecer. Sabemos que  após o arrebatamento da Igreja, o Senhor voltará a tratar com a nação de Israel. 

Mas, ao mesmo tempo que conseguimos enxergar Israel, do ponto de vista profético, nesta parábola, temos que nos encontrar nela, também. Assim como o Senhor vem de vez em quando procurar frutos em sua plantação, e nós somos, hoje a lavoura de Deus – 1Co 3:9 , temos que considerar que o Senhor da vinha, reclamará os frutos que espera que produzamos em sua obra, também – Jo 15:8 .

O Senhor passa em revista o seu povo, como fez com a figueira infrutífera que ficava à beira do caminho de Jerusalém. Ele ordena ao Seu Espírito Santo que efetue a poda, que “escave e esterque” e, “se der fruto, permanecerá, caso contrário, será cortada e lançada fora“. – Lc 13:9 ; Jo 15:6 .

Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano – 14.09.2010.

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