A Parábola da Figueira

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A Parábola da Figueira está registrada em Marcos 13:28-37  e  Lucas 21:29-36

 
  Mc 13:28 Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão.
  Mc 13:29 Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.
  Mc 13:30 Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.
  Mc 13:31 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.
  Mc 13:32 Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.
  Mc 13:33 Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.
  Mc 13:34 É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse.
  Mc 13:35 Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã,
  Mc 13:36 Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
  Mc 13:37 E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.

 

Esta parábola faz referência direta aos acontecimentos que estão relacionados à nação de Israel. Não se aplica à Igreja de forma direta. No texto de Lucas 21 fica mais evidente esta verdade. Jesus preconizou que com a destruição da cidade de Jerusalém e do templo, os judeus seriam pisados e espalhados pelas nações, “até que os tempo dos gentios se completasse” – Lc 21:24 . Sabemos que foi no ano 70 d.C. que a cidade de Jerusalém foi invadida e destruída. Ali iniciou-se o inverno para a figueira. A figueira é uma árvore que tem características de árvore de cerrado, no inverno perde totalmente suas folhas e fica com aparência de árvore seca e morta, mas ao aproximar o verão, suas folhas reaparecem. Para o povo palestino, basta olhar para a figueira para saber se o verão está próximo.

Existem três árvores muito presentes na narrativa bíblica e que são utilizadas por Deus para referir-se a Israel: A figueira, a videira e a oliveira… A figueira, na maioria das vezes, é utilizada no sentido profético.

Quando Jesus falou sobre a destruição  que ocorreria ao templo, os discípulos fizeram  três perguntas ao Mestre – Mt 24:3 , e Ele não as respondeu na mesma ordem em que foram perguntadas. Jesus apresentou suas respostas em termos escatológicos. Termos estes que se misturam com a história a ponto de não sabermos, em determinado momento, se ele estava respondendo à pergunta sobre a destruição do templo ou se à pergunta sobre a  sua segunda vinda.

Na verdade, os discípulos associaram a predição da destruição do templo com o famoso “Dia do Senhor”  e, portanto, com o que chamavam de “fim do mundo”. Daí a resposta de Jesus ter sido dado em termos escatológicos.

Para entendermos e nos situarmos no tempo escatológico basta pegarmos o versículo 24, do texto de Lucas, como ponto de referência – Lc 21:24 .  Jesus disse que o inverno para a figueira se daria até que o tempo dos gentios se completasse. Então, sabemos que as catástrofes na natureza descritas nos versículos 25 e 26 de Lucas 21, se darão em tempos futuros, que no calendário da profecia está situado na septuagésima semana de Daniel, também conhecida como a Grande Tribulação, aquele período de sete anos que se sucederá ao arrebatamento da Igreja. Quando Jesus disse que em seguida àqueles eventos catastróficos veriam o “Filho do Homem vindo nas nuvens com poder e grande glória” – Lc 21:27 , estava se referindo à segunda fase da segunda vinda, que acontecerá ao fim dos sete anos de Grande Tribulação.

Portanto, Jesus não estava falando de arrebatamento, de forma direta, mas estava falando do momento em que Ele voltaria para os Judeus para os redimir e  implantar o seu reino de justiça na terra, tendo como centro de seu governo a cidade de Jerusalém.

Bem… Quem, entre os discípulos, poderia imaginar o futuro que estava reservado à nação de Israel!? – Hoje, com toda a história em nossas mãos, podemos ver, claramente, que essa parábola profética está a nos indicar que Cristo breve virá. A nação de Israel que foi pisada e espalhada por longos dezenove séculos, ressurgiu em 1948, quando o Estado de Israel foi novamente reconhecido e passou a existir de fato. “Os ramos da figueira se tornaram tenros” e dia-a-dia temos assistindo o “ressurgimento das folhas”. Acompanhar os acontecimentos que envolvem a nação de Israel nestes últimos anos é ver que a Bíblia, como Palavra profética de Deus, merece todo crédito! Todos os sinais preconizados pelo Mestre já se cumpriram e breve, muito em breve, a Igreja do Senhor Jesus será tirada desta terra, encerrando assim “o tempo dos gentios” e a atenção de Deus voltar-se-á à Israel novamente, quando então, o Apocalipse se desenrolará em sua totalidade; toda impiedade praticada pelos homens nesta terra terá sua punição; as nações que foram hostis com Israel serão banidas do mapa e Cristo triunfará sobre todo o Império do Mal, sujeitando os seus inimigos aos seus pés e reinará durante mil anos sobre a terra, tendo como capital administrativa a cidade de Jerusalém, sem a Mesquita de Omã, sem nenhuma contaminação religiosa e sem nenhum atendado terrorista! – Viva Cristo! Viva Israel! Viva o Reino de Deus!

Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano – 25.08.2010

 

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