A Parábola do Fariseu e do Publicano

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A Parábola do Fariseu e do Publicano está registrada em Lucas 18:9-14

 
  Lc 18:9 E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
  Lc 18:10 Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.
  Lc 18:11 O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.
  Lc 18:12 Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
  Lc 18:13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
  Lc 18:14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

Esta é a última das 31 parábolas proferidas por Jesus, se considerarmos a ordem em que elas se encontram na Bíblia. O tema oração, é um dos temas mais presentes, além do arrebatamento, nas parábolas proferidas por Jesus. Esta é mais uma parábola onde Jesus aborda este tema e mostra-nos como o Senhor espera que nos comportemos diante dEle quando nos apresentarmos para orar.

Qualquer pessoa pode orar, em qualquer lugar, em qualquer hora e em qualquer posição. Sentado, em pé, de joelhos, deitado ou de rosto no chão… 

Mas, o que importa para o Senhor, não é o lugar, o horário e a posição física. Deus é espírito e espírito se comunica com espírito. 

Por que a oração do fariseu não foi recebida pelo Senhor? – Porque não foi feita em espírito. E o que não é feito no espírito é feito na carne e aquele que age na carne não agrada ao Senhor – Rm 8:8 , nem sequer é por Ele ouvido. Somente as palavras proferidas em espírito chegam aos ouvidos do Senhor.

Quantas vezes proferimos uma oração, mais bem elaborada, porque sabemos que tem alguém nos ouvindo e esperamos que essa pessoa será tocada e que nos admirará e nos verá como alguém espiritual e piedoso. Esse tipo de oração, certamente, não passa de uma falácia aos olhos de Deus.

O Reino de Deus tem esta característica: Tudo o que é feito para chamar a atenção, para o indivíduo que está fazendo, não tem valor espiritual. Quanto mais despojado de vaidade estiver a pessoa, mais próximo estará de ter sua oferta aceita pelo Senhor.

Até mesmo deixar de pecar, santificar-se, ser fiel dizimista, ser excelente cooperador na igreja, ser um pastor dedicado… Tudo isto será em vão se não for feito com humildade, quebrantamento, despojamento e como demonstração de gratidão.

Quem espera ser recompensado por qualquer serviço prestado ao Mestre, está perdendo o seu tempo. O Senhor é Fiel e Justo e é galardoador, mas o seu galardão está reservado ao que não espera por qualquer galardão.

É por esta razão que Jesus iniciava suas parábolas perguntando: “A que assemelharei o reino de Deus?”- Mc 4:30 . Não há reino, nem empresa, nem instituição, nem organização… Nada produzido pela mente humana que possa se comparar ao Reino de Deus.

Em Cristo, Pb. Sandoval Juliano – 24.11.2010.

 

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