A Parábola do Fogo – 1

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O Pr. José Neco, presidente das Assembléias de Deus do Estado de Alagoas, esteve em nossa igreja-sede em Taguatinga Sul-DF e na sua preleção contou-nos duas parábolas, entre as quais, a parábola do fogo.

Ele começou dizendo que havia um homem que tinha em sua propriedade uma tocha de fogo, semelhante àquela das olimpíadas e que, todos os dias, várias vezes por dia, aquele homem se dirigia ao local onde a tocha estava depositada e olhava para ver como ela estava.

Um certo visitante, tendo notado aquele comportamento, perguntou ao homem por que ele ía sempre àquela tocha e por que cuidava tanto dela.

O homem, com muita tranquilidade respondeu que aquela tocha era uma herança de seu tataravô; que o mesmo havia acendido aquela tocha a aproximadamente 100 anos e que havia reunido os filhos e havia dito que aquela tocha seria o símbolo da união daquela família. Enquanto a tocha permanecesse acesa, a família se manteria unida. Se um dia aquela tocha se apagasse a família entraria em crise e poderia se acabar.

O seu tataravô viveu mais alguns anos depois que acendeu aquela tocha e sentindo que estava prestes a falecer, incumbiu um de seus filhos para cuidar dela. Esse seu filho cuidou da tocha durante anos e a passou para um de seus filhos.

Assim, a tocha havia sido cuidada pelo seu trisavô, pelo seu bisavô, pelo seu avô, pelo seu pai e agora, por sorte estava com ele que fez o propósito de cuidar dela, em prol daquele objetivo traçado a mais de cem anos.

O homem então disse ao seu amigo que o visitava: Assim como meus antepassados cuidaram desta tocha, eu a estou pastoreando a fim de que ela se mantenha acesa e farei de tudo para garantir que esse fogo nunca se apague.

Tendo dito isto, o Pr, José Neco disse que no ano de 1915  o missionário Gunnar Vingren entrou no Estado de Alagoas pregando o Evangelho e acendeu a tocha do avivamento naquele Estado. Ainda, no mesmo ano, os missionários Otto e Adina Nelson receberam das mãos de Gunnar Vingren a responsabilidade de cuidarem da obra de Deus no Alagoas. Otto Nelson pastoreou o fogo até o ano de 1930. Algot e Rosa Svensson receberam das mãos de Otto e Adina Nelson a tocha do movimento pentecostal e serviram de transição até à chegada do Pr. Antonio Rêgo Bastos que pastoreou o fogo, cuidando  e presidindo a obra de Deus no Estado de Alagoas até o ano de 1963 quando então passou às mãos do Pr. Gustav Arne Johansson que durante dois anos empunhou a tocha do avivamento e a transferiu para o Pr. Jovenal Pedro da Silva.

– O Pr. Jovenal, por sua vez – afirmou o Pr. José Antonio dos Santos, conhecido como Pr. José Neco – cuidou desta tocha até o ano de 1986, ano em que passou a tocha às minhas mãos.

E concluindo, disse:

– Estou há 24 anos pastoreando o fogo em minha igreja e já peço a Deus que prepare alguém que, ainda que não faça muita coisa, além do que já foi feito, possa manter o fogo da chama pentecostal aceso até o dia do arrebatamento.

 

O momento mais marcante dessa preleção foi quando o referido pastor virou-se para o Pr. Orcival Pereira Xavier, nosso presidente aqui em Brasília e disse:

– Pr. Orcival, em 1960 o Pr. Francisco Miranda recebeu a tocha das mãos do obreiro que iniciou a obra de evangelização na então Nova Capital do Brasil – Brasília. O Pr. Francisco Miranda durante 13 anos cuidou de manter aceso o fogo da chama pentecostal, ano em que morreu e a tocha foi concedida por Deus ao Pr. Artur Xavier de Paula, tendo este, passado a tocha às mãos do Pr. Esdras de Oliveira que não pôde ir longe com a tocha, mas, a entregou acesa às mãos do Pr. Evonir Teixeira da Fonseca. Este último, no ano de 1989 entregou em suas mãos a tocha que foi acesa no Pentecostes. Cuide para que essa tocha permaneça acesa, porque enquanto ela estiver acesa essa igreja permancerá unida e a Glória de Deus será revelada neste lugar.

 

Esta mensagem foi pregada no dia 11.04.2010 no primeiro dia da comemoração do Jubileu de Ouro da Igreja Assembléia de Deus de Brasília.

 

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