A Parábola dos Lavradores Maus

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A Parábola dos Lavradores Maus é a 11ª parábola das 31 proferidas por Jesus e pode ser encontrada em  Mateus 21:33-46  –  Marcos 12:1-12  –  Lucas 20:9-18 .

 

Esta é a parábola que contém a peça do quebra-cabeça que indica, de forma mais direta, a rejeição que o plano de salvação encontrou por parte dos judeus. Este detalhe tem sido observado em outras parábolas também, como na parábola das bodas que diz que os convidados para o casamento do filho do rei não vieram e ainda foram extremamente indelicados com os mensageiros que foram avisá-los que as bodas já estavam prontas.

O Senhor Jesus quis ressaltar inúmeras vezes, através das parábolas, que sentia muito pela ingratidão do seu povo e pelo fato de o seu povo não ter compreendido o plano de Deus em relação a eles.

Jesus começa a parábola falando sobre a vinha. A vinha é uma figura utilizada por Deus para referir-se a Israel desde os tempos do Antigo Testamento. Veja: Is 3:14 ; Is 5:3 ; Is 5:7 ; Jr 12:10 ;

Os arrendatários da vinha são os reis e sacerdotes que a nação de Israel teve ao longo dos quase dois milênios desde Saul. Eles eram os responsáveis pelos oráculos divinos; eram os responsáveis pela vinha do Senhor Deus dos Exércitos.

Os servos enviados pelo dono da vinha representam os profetas que durante séculos anunciaram o juízo de Deus e foram rejeitados, perseguidos e mortos pelos líderes dos judeus.

E, por último lhes enviou o seu filho. Estava bem claro. Tratava-se do próprio Jesus a quem os judeus matariam pouco tempo depois de esta parábola ter sido proferida. Ficou tão claro que … os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas palavras, entenderam que falava deles” – Mt 21:45 .

Na verdade, esta parábola explica a razão porque o rei da parábola das bodas encolerizou-se com os convidados que maltrataram os seus servos e mandou um exército destruir a cidade deles.

A vinha tinha um dono, mas os empregados se apoderaram dela através de suas tradições. Se existe uma coisa que desagrada ao Senhor é quando um pastor sente-se o dono da igreja e começa a tratá-la como se fosse propriedade sua e de sua família. Quantos servos do Senhor tem sido maltratados em nossos dias porque se chocam com os “donos da igreja”. Até mesmo pedir prestação de contas a um pastor, hoje em dia, tornou-se uma ofensa contra eles. Compram, vendem, negociam os bens da igreja sem nenhum escrúpulo, sem nenhum pudor. Enriquecem-se às custas da lã e do leite das ovelhas sem dar a elas o retorno que elas esperam deles.

A história está se repetindo em algumas denominações. Os vinhateiros atuais estão comprometendo a vinha do senhor com a política e com diversas atividades cujos fins são apenas lucrativos.

Que frutos temos apresentado ao Senhor em nossos dias? Será que os frutos que o Senhor pretende receber de sua vinha representam apenas os ganhos financeiros? os aumentos na renda de uma congregação? O aumento do patrimônio de uma denominação ou de um determinado Ministério?

Não me parece que o Senhor da vinha tinha esse objetivo em mente. O Reino de Deus não está restrito aos templos e aos bens materiais. O que o Senhor espera mesmo, são almas salvas para o seu Reino, a prática da justiça e do amor pelos seus servos…

Meu Deus! Se Jesus voltasse à terra, em carne e osso, como naqueles dias, será que ele não seria perseguido também? Não seria rejeitado também? – Eu creio que sim, porque os profetas já começaram a ser rejeitados e perseguidos…

O reino de Deus entre nós, não deveria ser assim…. mas, tem sido assim…

 

Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano – 13.07.2010.

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