As Parábolas do Grão de Mostarda e do Fermento

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A Parábola do Grão de Mostarda – Mateus 13:31-32  –  Marcos 4:30-32  –  Lucas 13:18-19

A Parábola do Fermento – Mateus 13:33-35  –  Lucas 13:21

Na relação que eu fiz das parábolas proferidas por Jesus, essas duas aparecem em 3º e 4º lugar. São duas parábolas pequenas e cuja mensagem principal está presente em ambas.

A PARÁBOLA DO GRÃO DE MOSTARDA 

Na parábola do Grão de Mostarda Jesus começa fazendo uma pergunta: “A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o representaremos?” – É como se Jesus estivesse à busca de uma figura que pudesse ilustrar o que Ele queria revelar sobre o Reino de Deus a pessoas simples. Os “sábios” deste mundo se interessam por assuntos que consideram mais complexos. Querem revelações e descobertas que possa levá-los à grandes reflexões e pesquisas. As verdades centrais do Reino de Deus são demais simples e, por providência divina, foram reveladas a pessoas simples.

Então Jesus continua dizendo: “É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra…”. Ou seja, Ele busca de seu baú de informações, uma ilustração simples e uma figura bem comum a todo aquele povo que o rodeia.

O pé de mostarda produz um grãozinho, do tamanho do grão do coentro. Quem o vê pensa que Jesus se equivocou sobre o tamanho da semente. Porém, dentro desse grão, quando você o parte, vai encontrar mais ou menos umas dez sementinhas pretinhas, bem miudinhas. Essa, sim, é a semente da mostarda a que Jesus se referiu. É algo realmente bem pequeno e pode ser considerada a menor, ou uma das menores sementes frutíferas que existe.

As pessoas que fazem a medição dessas sementes dizem que o grão de mostarda tem um milímetro de diâmetro e é tão pequeno que são necessárias de 725 a 760 sementes para se chegar ao peso de 1 grama.

Essa semente germina num prazo de 5 dias e cresce rapidamente até alcançar uma altura de 3 metros, e apresenta folhas grandes, em especial na sua base.

Ela é, na verdade, uma hortaliça, não está enquadrada no grupo de árvores, como é dito no texto. Porém, pelo tamanho que pode chegar, utilizando-se da hipérbole, Jesus chegou a dizer que ela chega a se transformar em uma árvore.

O que esta semente representa, nesta parábola? Representa o obra de Deus como um todo. A obra de Deus começa, em geral,  em um lugar pequeno. Em muitos casos, igrejas que hoje são enormes, iniciaram-se em uma garagem de uma casa, num porão de um edifício qualquer, ou numa reunião informal.

Obreiros que hoje dão muitos frutos no Reino de Deus, saíram de uma congregação que não parecia significar nada, pequena, desconhecida e isolada.

O nosso Deus tem um modo próprio de trabalhar: “Ele usa dos remidos o menor”. Ele é aquele que do monturo ergue o necessitado e faz assentar com os príncipes do seu povo” – Sl 113:7 ; e Sl 113:8 .

Já aconteceu de missionários terem sido enviados para uma determinada cidade ou povoado e trabalhado lá com a esperança de ganhar muitas almas. Na verdade, voltaram meio decepcionados por não terem logrado muito êxito. Mas, uma pessoa que foi alcançada pela mensagem do Evangelho, naquele lugar, tornou-se um grande ganhador de almas em outro Estado ou país.

“… Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra”.

A PARÁBOLA DO FERMENTO 

De igual forma, o fermento, que tem uma capacidade enorme de espalhar-se e contagiar toda a massa onde está inserido. Ele provoca uma reação que torna a massa volumosa e macia. O Reino do céu é assim. Onde chega um crente, onde chega o Evangelho, a graça de Deus chega junto e ali ela começa a provocar reações. Começa a incomodar. Começa a espalhar-se rapidamente. Muitas cidades foram evangelizadas e alcançadas pela graça de Deus mediante a pregação e o testemunho de uma só pessoa que ali chegou. Basta conhecer a história dos nossos missionários, em solo brasileiro, nas primeiras décadas do século passado.

A respeito do fermento há uma observação importante. O objetivo dele é levedar a massa fazendo com que ela ganhe volume.

Acontece que se não for colocada a quantidade ideal de fermento em uma massa a massa pode azedar e tornar o produto impróprio para o consumo.

Tem crentes que a impressão que temos deles é que o “fermento do Evangelho” que foi introduzido no coração dele foi com excesso, foi fora da medida ideal. Eles se tornam crentes chatos, que querem ser mais crentes do que o necessário.

Ø Eclesiastes 7:16 – Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?

Observemos que Deus proibiu que os levitas e sacerdotes que serviriam no tabernáculo tivessem algum tipo de deformidade. Veja:

Ø Levítico 21:17 – Fala a Arão, dizendo: Ninguém da tua descendência, nas suas gerações, em que houver algum defeito, se chegará a oferecer o pão do seu Deus. 

Ø Levítico 21:18 –  Pois nenhum homem em quem houver alguma deformidade se chegará; como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos.

Isso tem um sentido espiritual e comportamental. A exigência de um corpo perfeito no sacerdócio levítico aponta para as qualificações morais e espirituais exigidas por Deus dos obreiros da nova aliança.

Entre os defeitos relacionados há um que me chama a atenção. “membros demasiadamente grandes”. Tem pessoas que são demasiadamente crentes, têm uma invergadura maior que a de todos de sua igreja e começam a causar problemas. Em tudo precisamos ter equilíbrio.

Tudo o que existe em excesso prejudica, assim como o fermento introduzido em uma massa fora da medida ideal.

CONCLUSÃO: 

O Reino de Deus é assim… Não tem fórmula mágica, nem segredos que possam ser repassados em um seminário ou faculdade teológica. A obra de Deus se expande, simplesmente, porque é como sementes, ainda que pequenas, mas que germinam. Ou como o fermento, que uma vez introduzido em um lugar ou em uma família, vai expandir-se e alcançar a muitos.

Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano  – 11.06.2010

 

FONTES DE CONSULTA:

Livro: Compreendendo as Parábolas de Jesus – Guia Completo – Autor: Klynes Snodgrass

Site: http://prjoaquim.blogspot.com.br/2011/05/o-13-tipos-de-defeitos-que-impediam-um.html 

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