O que precisamos saber sobre as parábolas

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Nesta seção estaremos estudando as parábolas, especialmente as parábolas de Jesus.Temos observado que algumas parábolas têm recebido interpretações que distorcem o verdadeiro sentido e propósito da parábola e terminam dizendo o que Jesus não disse ou não quis dizer.

Por esta razão, antes de comentarmos cada uma das parábolas de Jesus, queremos frisar algumas verdades importantes sobre as parábolas que, se observadas, certamente evitarão distorções e fraudes.

1ª Verdade – As parábolas de Jesus são simples, foram ditas em linguagem simples, e em geral foram utilizados acontecimentos corriqueiros e bastante conhecidos pelo povo da palestina daquela época. Isto significa que não se deve dar à parábola uma interpretação que a torne complicada. Não é necessário enfeitar demais aquilo que foi feito para ser entendido de maneira simples. Não apenas as parábolas, o Evangelho é simples. O Evangelho é tão simples que os homens que se julgam muito entendidos têm dificuldade de compreendê-lo e de concordar com suas verdades. Jesus costumava iniciar suas parábolas com a expressão: O Reino dos céus é assim…

2ª Verdade – Não devemos engessar a interpretação de uma parábola , ou seja,  não devemos  pegar os elementos presentes em determinada parábola e conduzir a interpretação das demais à luz daquela. Ave, em uma parábola, pode representar o Espírito Santo e em outra, como na parábola do semeador, pode representar o inimigo, o diabo. Então, eu não devo pegar a parábola do semeador, isolar a ave, sabedor que a ave nesta parábola representa o inimigo e dizer que todas as vezes que a ave aparecer num texto bíblico deve ser entendida como sendo a figura do inimigo. Cada parábola tem um sentido único e a particularidade de cada uma deve ser respeitada levando-se em conta o propósito da parábola.

3ª Verdade – Não devemos isolar uma parábola do contexto do Evangelho e dar àquela parábola o sentido que nós queremos que ela tenha. Um texto fora de um contexto, torna-se um pretexto. Como dissemos, cada parábola tem um sentido único que nunca deve estar desassociado das verdades centrais do Evangelho. O contexto das parábolas é o Evangelho, revelado nas Escrituras como um todo. Qualquer que seja a interpretação possível de se dar a um determinado texto, se estiver em desacordo com a mensagem do Evangelho, deve ser descartada. Ou a tradução do texto está equivocada ou quem está dando a interpretação está mal intencionado.

4ª Verdade – Uma parábola, sozinha, não serve de base para a formação de uma doutrina. As parábolas podem revelar princípios doutrinários, mas não foram proferidas com a intenção de serem a base de uma doutrina específica. As parábolas de Jesus são narrativas breves, dotadas de um conteúdo alegórico, utilizadas nas pregações e sermões de Jesus com a finalidade de transmitirem algum ensinamento. Devemos entender que as parábolas são o tipo de recurso que o orador utiliza na qual o conjunto de elementos evoca outra realidade superior. O objetivo é declarar ou ilustrar uma ou varias verdades e nunca de formular uma nova verdade.

Estas são as regras básicas que eu observo quando estudo as parábolas de Jesus. Sei que se forem observadas,  (a Teologia pode até apresentar outras regras), o resultado será sempre positivo e não estará distante do propósito para o qual Jesus proferiu cada parábola.

Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano – 25.05.2010.

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