Coluna de oração ou estátua de sal

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E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de salGn 19.26

Toda vez que leio esse texto ou reflito sobre a família de Ló, mais precisamente sobre sua esposa, sinto calafrios. Pois, como pôde acontecer algo tão drástico a uma pessoa… A uma mãe… A uma esposa? – Parece que ecoa no meu ouvido a admoestação do Senhor Jesus: “… Lembrai-vos da mulher de Ló” – Lc 17.32

– Por que tenho que lembrar-me dessa mulher? Por que não posso e não devo riscá-la, de uma vez por todas, da minha memória, das minhas reflexões?

Ao analisar a história dessa família, encontramos algumas razões que levaram o Senhor Jesus a advertir o seu povo que não se esquecesse da mulher de Ló.

A mulher de Ló teve o privilégio de conhecer e conviver com o patriarca Abraão, bem como com Sara, sua esposa, por algum tempo. Participou de muitos cultos com o pai da fé; teve a oportunidade ímpar de ser resgatada, junto com o rei de Sodoma e Gomorra, e quando retornavam do cativeiro ela pôde conhecer pessoalmente a Melquisedeque, o rei de Salém, o sacerdote do Deus Altíssimo – Hb 7.1.

A esposa de Ló foi abençoada ao se tornar mãe, ao se tornar esposa e poder desempenhar o papel de auxiliadora. Ela teve ao seu dispor todos os elementos necessários para desenvolver uma vida de comunhão e compromisso com Deus.

Era plano de Deus que a mesma exercesse o seu papel de coluna no lar. No entanto, o que dá para percebermos é que ela se perdeu… Encontrou-se com a prosperidade e Sodoma e por ela se encantou. Nas campinas verdejantes que havia nos arredores de Sodoma, ela se deixou levar. Adquiriu propriedades, tornou-se senhora. A mulher de Ló tornou-se ociosa e leviana. De tal forma se acomodou ao novo mundo que ficou nele enlaçado.

Para ela, pouco importava tudo o que havia aprendido com Abraão e Sara: Os preceitos, a crença, a adoração, o altar, tudo foi renegado e esquecido.  Certamente ela considerava tudo aquilo como coisas fúteis e obsoletas. A mulher de Ló e sua família absoreveram toda a cultura, mundanismo e voluptuosidade dos sodomitas. Ela se familiarizou com eles. Nem mesmo a aparição deanjos com uma mensagem de juízo foi capaz de acordá-la daquela letargia espiritual. Estava tão comprometida com a vida de Sodoma e Gomorra que não conseguiu assimilar a idéia de que aquele povo fosse merecedor de um castigo divino daquela natureza. Ela, certamente, não considerava pecado, as práticas dos habitantes de Sodoma e Gomorra. Talvez ela achasse divertido. Todavia, o Senhor, em sua infinita bondade, dá a ela a chance de escapar com vida e poder reiniciar. Os anjos a tomaram pela mão e a conduziram. Apoiaram a ela e às suas filhas na subida daquema íngreme montanha, apressando-as.

Não obstante, seu coração estava dividido. Ao mesmo tempo que corria não queria acreditar que aquilo estivesse acontecendo. A mulher de Ló, definitivamente, não estava aceitando a vontade de Deus.

– Lembrai-vos da mulher de Ló – Parece que ouço Jesus dizendo isto aos discípulos. É como se Jesus estivesse nos dizendo:

– Lembrai-vos de quão grande perigo a pessoa se torna sujeita quando decididamente deixa de aceitar a vontade de Deus;
– Lembrai-vos do que pode acontecer com quem deixa de ser uma coluna de oração e fé em seu lar;

– Lembrai-vos do que o envolvimento com o mundanismo pode causar na vida de uma pessoa;

Que nós, mulheres, especialmente, tenhamos consciência da importância do nosso papel espiritual em nosso lar; da respondabilidade que pesa sobre nossos ombros e de quão facilmente podemos botar tudo a perder se não nos mantivermos firmes no propósito de servir ao Senhor onde quer que moremos, onde quer que trabalhemos, onde quer que estejamos.

Você prefere ser uma coluna de oração ou uma estátua de sal?

Em Cristo, sua amiga na fé e na graça, Geusa Pereira de Sousa Juliano.

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