Marie, uma pioneira na luta pelos direitos das mulheres

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          Durante a Revolução Francesa(1789-1799), Marie Gouze, que assinava com o pseudônimo de Olympe de Gouges, propôs à Assembléia Nacional da França o texto da Declaração de Direitos da Mulher e da Cidadã. Era uma tentativa de assegurar direitos iguais para homens e mulheres.

          Filha de um açougueiro do sul da França, essa cidadã batalhadora lutou em várias frentes, inclusive contra a escravidão. Ela se opôs abertamente a Robespierre e acabou guilhotinada em 1793, condenada como contrarevolucionária e detratada como uma mulher “desnaturada”.

          Veja alguns trechos da sua pioneira Declaração:

          “… que essa declaração possa lembrar sempre, a todos os membros do corpo social, seus direitos e seus deveres”.

          “Todos os cidadãos e cidadãs, sendo iguais aos olhos da Lei, devem ser igualmente admitidos a todas as dignidades, postos e empregos públicos, segundo as suas capacidades e sem outra distinção a não ser suas virtudes e seus talentos”.

          “A mulher tem o direito de subir ao patíbulo e deve ter também o de subir ao pódio”

          “Toda cidadã pode então dizer livremente: “Sou a mãe de um filho seu”, sem que um preconceito bárbaro a force a esconder a verdade”.

          “O conjunto de mulheres igualadas aos homens para a taxação tem o mesmo direito de pedir contas da sua administração a todo agente público”.

          Na conclusão do texto, ela acrescenta: “Mulher, desperta. (…) Reconhece teus direitos. O poderoso império da natureza não está mais envolto de preconceitos, de fanatismos, de superstições e de mentiras”.

Fonte:

Extraído do boletim semanal do Sindjus/DF, de 05.03.2010.

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