Bem está, servo bom e fiel!

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      Um dia, sem que venha a tardar muito, a voz majestosa do Rei será ouvida perante milhões de adoradores triunfantes: “Bem está, servo bom e fiel”. O rei que tem sido reconhecido por sua amada Igreja demonstrará todo o esplendor de Sua glória, no ato de premiar os escolhidos.
 
      Todas as dificuldades e penúrias que envolveram esta vida terão, afinal, cessado, para dar lugar ao reino de eterna bem-aventurança. Lágrimas serão esquecidas por toda a eternidade, porque as infinitas consolações do Senhor serão um manto celeste envolvendo as vidas dos que amaram e seguiram ao Cordeiro vitorioso. Ao dirigir-se ao seu povo, feliz e agradecido, chamá-lo-á de servo. Sim, porque eles terão compreendido, desta vida, já, que “Jesus Cristo é o Senhor”. O Cristo que as massas ignaras detestaram, o Cristo que Pilatos dubiamente inocentou, o Cristo que os soldados romanos não puderam manter sob sua guarda, esse Cristo é o Senhor.
 
      Cristo é o Senhor da vida. O medo da morte aniquila as criaturas mais robustas e deprime até as mais felizes. Somente Cristo vence esta luta, por que ele tem a vida, Ele dá a vida, Ele é a vida. A vida que tira os lázaros da sepultura, a vida que devolve gozo à viúva de Naim, a vida que alegra a casa de Jairo. Jesus disse que o ladrão, referindo-se a Satanás, “não vem senão a roubar, a matar e a destruir; mas eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. A verdadeira vida é a vida espiritual, que somente podemos adquirir mediante o encontro pessoal com Cristo, o Senhor da Vida.
 
      Cristo é o Senhor da Verdade. A verdade tem sido vorazmente ultrajada por milhões de criaturas, que diuturnamente negam o seu valor e escondem seu significado. Cristo apresenta ao mundo a verdade que as falsas religiões deturpam, a verdade que os falsários escondem, a verdade que os ignorantes desconhecem, a verdade que vem do céu, a verdade que vem de Deus. Os verdadeiros seguidores amam ao Senhor e deleitam-se em sua Palavra. Porque a “Sua Palavra é a verdade”.
 
      Cristo é o Senhor da justiça. A maneira angustiante como os homens clamam por justiça reflete a situação desesperadora em que os mesmos se encontram. A injustiça armou suas tendas nas consciências dos pecadores e compraz-se em amordaçá-los, roubando-lhes a vitalidade e destruindo-lhes a paz. Cristo restabelece os postulados da verdadeira justiça e promete executá-las nos corações sinceros e que se livram das correntes satânicas. E é dele que dirão os homens, no futuro que se avizinha, em preparação ao reino milenial – “O Senhor Justiça nossa!”
 
      Tão logo Cristo passe a ser reconhecido como Senhor pelos homens, começa ele a exercer sua ação e seu ministério benfazejos, levando a criatura perdida ao gozo da perfeita salvação. E os que se tornam servos de Cristo alegram-se nisto, porque podem de coração oferecer suas vidas e seus serviços ao Rei dos reis e Senhor dos senhores.
 
      Que pode o homem salvo fazer para seu Senhor?
 
      As criaturas salvas que o mundo pensa não terem prazer, são as que realmente encontraram a fonte do verdadeiro prazer e por isso se comprazem em adorar a Deus em espírito e em verdade, em louvá-lo de coração, em orar ao Senhor na mais doce e encantadora comunhão, em receber o seu poder, a sua autoridade e a sua glória para os mais diversos momentos da vida.
 
      Ser um verdadeiro cristão significa ser um bom e fiel servo do Senhor. Daí a razão das palavras ardentes preconizadas pelo Senhor, para o dia do ajuste de contas: “Bem está servo bom e fiel”.
 
     O propósito de Deus é que você, caro leitor, seja um servo bom, seja um servo fiel. Sirva dedicadamente a Deus e não terás derrotas na vida. Contribua para a expansão do Reino de Deus na terra e sempre se sentirá feliz. O caminho para uma eternidade feliz e descontraída é a aceitação tácita a Cristo nesta vida. Ponha Deus no centro de sua vida, no interior de seu coração, reconheça-o como Senhor e aguarde o dia em que Ele próprio lhe dirá: “Bem está, servo bem e fiel… entra no gozo do teu Senhor”.

Geziel Gomes
(Revista A SEARA, nº 108 – março de 1973, pág. 2)

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