A Disciplina da Meditação – Parte II

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Continuação…
Série: Disciplinas Práticas – Parte II
          No texto I falamos sobre duas diferenças básicas entre a meditação ensinada pelas escolas orientais milenares e o que a Bíblia Sagrada ensina sobre o assunto.
          Neste segundo texto falaremos sobre mais detalhadamente sobre a 1ª diferença que apresentamos, a qual nos remete o propósito da meditaçao.
O PROPÓSITO DA MEDITAÇÃO
          O propósito de nos exercitarmos na disciplina da meditação é a busca da comunhão com Deus.
          E o que é essa comunhão? – De que forma ela pode ocorrer? – Quando ocorre? – O que acontece quando estamos em comunhão? 
          A comunhão é o momento em que somos entrelaçados ao Espírito Santo. É o amalgamar da alma com o Espírito Santo. Ela ocorre em consequência de uma meditação eficiente. Acontece como num toque… Às vezes, é no começo do relacionamento, da oração ou do culto. Outras vezes é durante… com algumas pessoas, essa comunhão acontece depois de ter se recolhido em casa e começado a pensar na mensagem que ouviu, ou quando começa a cantar um hino espiritual ou a orar.
          É preciso alcançá-la. Quase ninguém a alcança. Muitos nunca a alcançaram. Nossos cultos deveriam ser dirigidos de tal modo a alcançarmos, em todas as nossas reuniões, esse momento de comunhão, no espírito.
          A comunhão nos propicia um desligamento do que se passa à nossa volta. Não se trata de perder a consciência, nem de esvaziar a mente. Trata-ser de transpor  o oceano das atividades mentais e alcançarmos o espiritual. É atitude, não desligamento. É o sair da alma e o entrar no espírito, é dinamismo. É caminhar dentro do Tabernáculo, saindo do átrio, passando pelo 1° Véu – o Lugar Santo e entrar na Sala do Trono – O Santo dos Santos.
          É aqui que surge uma nova diferença básica entre a meditação baseada no ensinamento da Bílbia e a meditação ensinada nas escolas esotéricas, especialmente as ligadas a religiões orientais. É que segunda estas, a meditação tem como finalidade o unir da alma com o espírito para que a alma exerça sobre o espírito o controle e assim o homem tenha consciência de seu corpo espiritual e com ele possa exercer poder e atividades extrasensoriais.
          “A Palavra de Deus é como uma espada de dois gumes e apta para separar a alma do espírito”. Por que separar a alma do espírito? – Porque o que Satanás prometeu a Eva no Jardim do Éden foi exatamente isto, que o homem se tornasse como Deus, ou seja que exercesse seu poder divino; que controlasse seu corpo espiritual com seu intelecto. Só que se o homem conseguir isso, como seu espírito e sua alma não são retos, a tendência  é utilizar isto para sua própria independência de Deus. E quando esta independência de Deus é alcançada, o homem se torna uma marionete do diabo para fazer-lhe sua vontade, algumas vezes sem estar consciente disto, outras vezes estando plenamente consiente disto.
          O amalgamar da alma com o espírito, que citamos acima, tem que ser conduzido pelo Espírito de Deus e para serviço deste.
          Enquanto a meditação transcendental tem por finalidade fazer o homem descobrir que é divino, ou que, o divino deve ser encontrado dentro de si mesmo(e nós sabemos que isto é um engodo do diabo), a meditação, conduzida pelo Espírito Santo,  faz exatamente o contrário, ela coloca um espelho na frente do homem e sua reação imediata é a que se viu em Isaías – “Ai de mim, porque sou pecador e meus olhos viram o Senhor…” – Is 6.5.
          A meditação dinâmica, exercida mediante o proferir a Palavra de Deus, nos leva a um relacionamento real e vibrante com a Graça. Deus conversa com o homem.
          Quem não sabe o que se passa com a pessoa que está vivendo o momento de comunhão, não compreende  a lágrima misturada com um cândido sorriso no rosto. Não se compreende porque se está falando em línguas estranhas concedidas pelo Espírito e transbordando de alegria quando, aparentemente, nada de especial está acontecendo no culto ou em volta de si. Eli teve Ana por embriagada por que não foi capaz de perceber que ela estava na “fenda da rocha“.
          Este tipo de comunhão deveria acontecer diariamente. Aliás, o Senhor esperava que isto fosse uma constante entre nós e Ele. Quando nos fez à Sua imagem e semelhança, Deus tinha em mente um relacionamento pleno conosco.
          Daí, percebemos o quanto perdemos por não sermos disciplinados na prática da meditação como busca de comunhão com Deus. Pois, é na busca da comunhão com Deus que o homem se liberta do seu pequeno, mesquinho e ridículo ego, deixa de confiar em si mesmo e nos seus talentos naturais e se dispõe ao serviço do Reino de Deus, no espírito.
          Quem não compreende a missão do Espírito entre nós e não compreende o quanto o Espírito depende de alguém que busque essa comunhão para que sua missão se torne possível, jamais vai se importar com essa história de meditar, buscar um relacionamento estreito, comunhão.
           O que quero dizer é que o Espírito Santo nada faz sem que alguém interceda. Ninguém intercede se não for movido pelo Espírito Santo. E, a verdadeira intercessão acontecerá no espírito, não na mente. O Espírito nunca moverá quem não busca essa comunhão. Quem não está em comunhão, não está conectado. Quem não está conectado não recebe e não faz contato com a fonte, com a central. Observe que há um intercâmbio.
          De vez em quando, num toque muito imediato, o Espirito nos leva a interceder por alguém, ou a evitar determinado procedimento, ou a não entrar “nesse” ônibus, ou a não ir de carro pro serviço hoje. De tão esporádico que acontece, na maioria das vezes nós achamos que é bobagem da nossa mente e não damos a mínima. Não treinamos nossa mente a entender a voz do espírito.

Na verdade, ignoramos que temos espírito. Não sabemos porque o temos nem pra quê. 

          Daí, sermos tão superficiais na vida espiritual; daí, ficarmos surpresos quando sabemos que alguém tem uma comunhão nada convencional com Deus; daí não compreendermos o que significa ter a mente de  Cristo; não compreendermos o que é estar assentado com Cristo nas regiões celestiais. Vivemos como um boi que vive preso por cercas de arames tão finos porque não conhece a força que tem.

          A meditação é a disciplina que nos permite deixarmos a superfície e darmos um mergulho na Graça de Deus.

          O Rei e salmista Davi era devoto da prática da meditação e foi encontrando-se com Deus em momentos de meditação e recebendo dEle grandes revelações que ele pronunciou as seguintes palavras: 

TODAS AS MINHAS FONTES ESTÃO EM TI. 

Em Cristo, Ev.Sandoval Juliano.

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