Por Que Devemos Buscar a Presença de Deus

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Êxodo 33:3 – (…) porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho.                    

No Antigo Testamento observamos que existiam vários objetos que representavam a presença de Deus. A nuvem e a coluna de fogo, por exemplo, eram símbolos da presença e proteção contínua de Deus sobre a nação israelita durante sua jornada pelo deserto.

Ø Êxodo 13:21 – E o SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite

A Arca da Aliança, era outro símbolo da presença divina entre o seu povo.

Ø Números 10:35,36 – Acontecia que, partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, SENHOR, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os odiadores. E, pousando ela, dizia: Volta, ó SENHOR, para os muitos milhares de Israel. 

Ø I Samuel 4:6,7 – (…) Então souberam que a arca do SENHOR era vinda ao arraial. Por isso os filisteus se atemorizaram, porque diziam: Deus veio ao arraial…

Não obstante vimos Moisés solicitando a presença de Deus, não apenas a representação de sua presença, mas a própria presença, a face do Senhor. Nem a garantia de que um anjo de Deus acompanharia seu povo foi suficiente para Moisés.

Quanto ao anjo que Deus prometera, Ele mesmo havia garantido que seria um anjo dentre aqueles que gozam de uma maior proximidade com sua Majestade Santa.

Ø Êxodo 32:34 – (…) eis que o meu anjo irá adiante de ti;

Ø Êxodo 23:21 – Guarda-te diante dele, e ouve a sua voz, e não o provoques à ira; porque não perdoará a vossa rebeldia; porque o meu nome está nele.

Ø Lucas 1:19 – E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.

No livro do profeta Isaías, este anjo foi chamado de “o anjo da sua presença”

Ø Isaías 63:9 – Em toda a angústia deles ele foi angustiado, e o anjo da sua presença os salvou;

Talvez fosse um dos príncipes angelicais, como Miguel, por exemplo:

Ø Daniel 10:13 – (…) e eis que MIguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me,

Moisés chegou a questionar com Deus que Ele não havia deixado claro quem era o anjo que o Senhor queria enviar para conduzir o povo pelo caminho

Ø Êxodo 33:12 – E Moisés disse ao SENHOR: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo;

Este comportamento de Moisés nos leva a entender claramente que ele temia o que poderia acontecer, caso Deus não mais se fizesse presente entre eles.

Moisés sabia que a presença de Deus traz proteção, traz paz, traz cura, traz direção, traz prosperidade, traz a sensação de descanso e refrigério, traz alegria, traz equilíbrio…

Mas, o Senhor estava advertindo a Moisés – “A minha presença não irá convosco”, ou, “eu não subirei no meio de ti”. Vimos nesta advertência que a presença de Deus entre o povo seria um risco para o próprio povo – “porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho”.                   

Por que razão Deus considerava a Sua presença um risco para o povo? Se a Sua presença era garantia de proteção, de direção, de descanso e refrigério, por que então, essa mesma presença passaria a ser um risco?

01. Porque a presença de Deus é sempre cercada de esplendor e de glória. A glória que envolve a presença de Deus é algo tão forte que faz com que montes e outeiros se fendam ou se incendeiem.

Ø Êxodo 24:17 – E o parecer da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no cume do monte, aos olhos dos filhos de Israel.

02. Porque a presença do Senhor é sempre cercada de santidade. Na Sua santidade, Deus não coabita com o pecado que é tão presente na natureza humana.

Ø Êxodo 33:3 – (…) porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho.   

Ø Isaías 1:13 – (…) não posso suportar iniqüidade…

Ø Isaías 59:2 – Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.

03. Quem teve a oportunidade de contemplar uma pequena porção da glória de Deus ficou em estado de choque por vários dias.

Ø Daniel 10:8 – Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma.

Ø Ezequiel 1:28 – Este era o aspecto da semelhança da glória do SENHOR; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto

Consideremos pois, que a Bíblia diz que a presença de Deus traz temor

Ø Salmos 119:120 – O meu corpo se arrepiou com temor de ti, e temi os teus juízos.

Ø Êxodo 20:19 – E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos

Ø Juízes 13:20 – E sucedeu que, subindo a chama do altar para o céu, o anjo do SENHOR subiu na chama do altar; o que vendo Manoá e sua mulher, caíram em terra sobre seus rostos.

Esta é a razão porque à medida que o tempo foi passando, à medida que o homem foi se distanciando de Deus, a presença e a manifestação de Deus foi ficando cada vez mais ausente, cada vez mais rara.

A vontade de Deus é que busquemos a sua face e a sua presença continuamente

Ø 1 Crônicas 16:11 – Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente.

Todavia, a sua face e a sua presença só são reveladas àqueles que, como Moisés, desejam e buscam com muito desejo e santo temor. Sua face, sua presença, sua glória, só serão reveladas em momentos de intimidade com Deus e a intimidade de Deus é para s que o temem

Ø Provérbios 3:32 – Porque o perverso é abominável ao SENHOR, mas com os sinceros ele tem intimidade.

Ø Salmos 25:14 – O segredo do SENHOR é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.

Somente ao homem, ou mulher, que temem, que andam em santidade e sinceridade diante de Deus é que a presença dEle não será assombrosa e temível .

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 08 de agosto de 2012. 

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