Um Banquete da Graça no Antigo Testamento

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  2Rs 6:18 E, como desceram a ele, Eliseu orou ao SENHOR e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. E feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu.
  2Rs 6:19 Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria.
  2Rs 6:20 E sucedeu que, chegando eles a Samaria, disse Eliseu: Ó SENHOR, abre a estes os olhos para que vejam. O SENHOR lhes abriu os olhos, para que vissem, e eis que estavam no meio de Samaria.
  2Rs 6:21 E, quando o rei de Israel os viu, disse a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai?
  2Rs 6:22 Mas ele disse: Não os ferirás; feririas tu os que tomasses prisioneiros com a tua espada e com o teu arco? Põe-lhes diante pão e água, para que comam e bebam, e se vão para seu senhor.
  2Rs 6:23 E apresentou-lhes um grande banquete, e comeram e beberam; e os despediu e foram para seu senhor; e não entraram mais tropas de sírios na terra de Israel.
                                                                       
O texto acima é surpreendente pela revelação que faz da atuação da Graça ainda nos dias do Antigo Testamento. Benadabe, o rei da Síria, ficou intrigado quando descobriu que Eliseu revelava ao rei Jorão, o rei de Israel, todas as emboscadas que ele armava contra Israel. Então ele teve a ideia de mandar um batalhão de soldados para a pequena cidade de Dotã, que ficava a 16 quilômetros de distância de Samaria, a fim de capturar o profeta Eliseu. Ao amanhecer o dia, eis que a cidade estava totalmente cercada.
                                                                 
O servo de Eliseu, quando saiu fora da casa, levou um baita susto ao ver toda a cidade cercada por soldados inimigos. Desesperado ele entra pra dentro de casa e relata a Eliseu o que se sucedia. O profeta disse a ele que não temesse e pediu a Deus que abrisse os seus olhos para que ele visse o socorro do Senhor.
                                                             
Se havia um batalhão de soldados da Síria em volta da pequena cidade de Dotã, o Senhor enviou um exército de anjos com carros de fogo e cavalos de fogo, para proteger o seu servo.
                                                             
Cabe uma observação aqui: Para cada demônio que o diabo envia para nos atormentar, nos aprisionar ou destruir, o Senhor envia dois anjos de guerra para nos proteger. Apenas uma terça parte dos anjos do céu se tornaram demônios na rebelião de Lúcifer. Dois terços, ou seja, o dobro, permaneceu fiel ao Senhor dos Exércitos.
                                                          
Em seguida, Eliseu conduziu aquele batalhão de soldados sírios até à cidade de Samaria, que era a capital do Reino do Norte e os levou até à praça do palácio do rei. Quando o rei Jorão viu aqueles amedrontados soldados sírios no domínio do profeta, ele perguntou ao homem de Deus se deveria matá-los, uma vez que eram inimigos. O profeta, inspirado pelo Espírito de Cristo, disse que ao invés de matá-los, que lhes servissem pão e água.
                                                                               
– Como assim? Servir alimento ao nosso inimigo? Matar a fome de quem tanto nos tira o sossego e a paz?
                                                                         
– Isto mesmo, Deus entregou os inimigos nas mãos do rei de Israel, mas, não permitiu que os destruíssem. Naquele momento, a Graça de Deus, que haveria de se manifestar em Cristo, no Novo Testamento, dá os ares da graça e age, demostrando o que o Evangelho faria no momento oportuno.
                                                                      
O rei de Israel conclamou os moradores de Samaria a servirem os soldados da Síria, na “Praça da República”. E os samaritanos prepararam um banquete para eles.
                                                                         
Ø 2 Reis 6:23 – E apresentou-lhes um grande banquete, e comeram e beberam;
                                                                
Eu fico imaginando a dona Maria correndo pra fazer um bolo, o seu Joaquim preparando um cabrito, o seu Manoel acendendo o fogão à lenha, a dona Débora fazendo pudim… Todos empenhados para preparar um banquete, que seria servido para os convidados de honra do profeta Eliseu…
                                                                               
Àquele banquete eu daria o nome de O Banquete da Graça no Antigo Testamento. O Espírito Santo movendo os corações para que todos cooperassem, para que todos contribuíssem, sem mesmo entender o que realmente estava acontecendo na praça.
                                                              
Naquele dia quem falou mais alto não foi a espada, não foi a violência das guerras, não foi o sentimento de vingança, não foi o ódio, não foi o preconceito, não foi o patriotismo. Quem mandou e comandou naquele dia, no centro da cidade de Samaria, foi o AMOR.
                                                         
Em Cristo, Sandoval Juliano – 20.06.2014.  

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