Falar Sobre Deus Para Nossos Filhos

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Vivemos em dias em que um número cada vez maior de pessoas demonstra, das mais variadas maneiras, que nada sabem sobre Deus.

Questiona-se muito se as escolas devem ou não ter em sua grade curricular a matéria “religião”. Como eu fui aluno da escola pública aqui no Distrito Federal, posso dizer que essa matéria, se existe, é apenas de nome. Não há professores qualificados e nem há interesse na juventude em se formar para ser professor(a) de religião. As igrejas evangélicas não demonstram qualquer interesse em incentivar seus membros a que preencham tais vagas.Até nas próprias igrejas já é bastante vaga a educação religiosa.

Em muitas delas as crianças são levadas para uma sala à parte, na hora do culto, apenas para brincar. Não obstante, se as crianças ficarem no culto, o muito que vão conseguir assimilar sobre Deus é que Ele é alguém que existe apenas para nos dar vitória…

Na sociedade, para muitos, falar sobre Deus se tornou algo que causa vergonha, como se o tema fosse apenas mito, ou como se Deus fosse alguém totalmente dispensável.Os pais empurram essa responsabilidade para as escolas, e as escolas devolvem a matéria para a família. E, nesse jogo de empurra-empurra, a sociedade vai assistindo a formação de pessoas que não foram criadas dentro de uma perspectiva de formação de valores, de aceitação do outro e da busca da verdade e da justiça.

A Bíblia Sagrada, que contém a revelação da vontade de Deus para todas as áreas da nossa vida, nos orienta que a instrução dos filhos no conhecimento de Deus deve ser uma disciplina prática da vida cristã. E, para mim, é uma das melhores e mais importantes disciplinas.

A Pedagoga, Especialista em Educação Especial e Psicopedagogia, Drª Maria Irene Maluf, em um artigo que ele escreveu para um jornal que circula aqui em Brasília, chamado Lago Notícias, disse que “A introdução desse tema, tão importante na vida da maioria das famílias, pode ser simples, se tratado com naturalidade no dia a dia ou muito difícil, se há contradições entre o comportamento dos pais e o que estes pregam, ou até em situações onde a religiosidade é uma questão desgastada, fragilizada e ao mesmo tempo conturbada entre os adultos da casa”.

O que temos presenciado, em nossa experiência pastoral, é que muitos adultos, não receberam formação religiosa, nada sabem sobre Deus e o pouco que sabem não conseguem transmitir a seus filhos. Não sabem criar situações de aprendizado, não sabem aproveitar as oportunidades que a vida cria para ensinar verdades eternas e em muitos casos nem levam seus filhos para a Escola Bíblica Dominical que é um excelente Instituto de ensino da Palavra de Deus.

A já citada Pedagoga, em seu artigo intitulado “Para Falar Sobre Deus”, disse ainda que “Não se exige dos pais uma formação específica para falar sobre Deus. O importante é dividir com as crianças a sua experiência, o seu testemunho de fé e crença, usando sua linguagem corriqueira, sem rebuscar nas explicações ou transformar esse momento de intimidade familiar em uma aula, pois isso deixa os filhos pequenos em entender e os maiores, desconfiados…”

A família, a Igreja, e a sociedade devem criar para as crianças, oportunidades para que elas sejam introduzidas no conhecimento da vontade de Deus. Somente este conhecimento levará as pessoas a serem mais humanas, a crescerem moralmente, a serem pessoas que vivem de bem com a vida e que procurem a viver de forma agradável àquele que é o autor e conservador da vida – Deus.

Em Cristo, Pb. Sandoval Juliano.

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