Batalha Espiritual no Nível Social

Compartilhe

Já analisamos a batalha espiritual no nível cultural que é quando podemos discernir os espíritos que atuam sobre uma sociedade a partir da história da formação cultural do seu povo.

Em seguida, analisamos, também, a batalha espiritual no nível individual que é quando enfrentamos, de maneira bem pessoal, os ataques do inimigo e os vencemos no poder da Palavra de Deus.

Desta feita, analisaremos a batalha espiritual no nível social. Especialmente aqueles que lideram um departamento ou um projeto evangelístico, ou pastoreiam uma igreja, sabem que há igrejas/congregações onde é mais difícil motivar o povo ao trabalho. O que fazer quando você se deparar com esta situação?

Vamos basear nosso estudo no texto de Juízes, capítulos 6 e 7 que narram a história de Gideão e o enfrentamento dos midianitas. O grande problema da época era o estado de letargia em que se encontrava o povo de Israel. Haviam demônios impedindo que eles reagissem e voltassem a ser um povo vitorioso.

Da história depreendemos com as seguintes realidades:

I.                    ALGUÉM RESOLVEU SABER DE DEUS O QUE DEVERIA SER FEITO

1.       Gideão, ao tomar conhecimento do plano de Deus em dar livramento ao seu povo, procurou saber o que Deus queria que fosse feito. É comum, no caso de uma congregação que está anestesiada, o falso inconformismo. De vez em quando alguém dá a idéia de que vai fazer alguma coisa, mas, logo essa pessoa desvanece, por falta de direção e por falta de apoio.

2.       É preciso que alguém realmente resolva fazer alguma coisa; que resolva clamar e pagar um preço, para que Deus revele o que deve ser feito.

3.       Não adianta inventar. É preciso orar para receber a direção do Espírito Santo.

II.                 QUANDO DEUS REVELAR O PROBLEMA É PRECISO TER CORAGEM PARA ENFRENTÁ-LO

1.       O problema era o pecado da idolatria. Gideão, ao receber a direção de Deus, quebrou o altar e o ídolo de seu pai. Era um desafio muito grande. Mas ele fez o que tinha que ser feito.

2.       Por meio daquele ídolo, os demônios se alojaram em Israel e amordaçaram o povo de Deus. Isto pode acontecer a uma igreja. Lembro-me de ter ouvido um pastor contando que Deus revelou que o Inimigo havia deitado em cima do telhado da igreja, causando uma enorme frieza. Iniciaram uma campanha de oração e depois de alguns dias o Senhor revelou ao pastor que marcasse um culto de confissão. À medida que os irmãos foram à frente e confessaram suas culpas, o peso foi se afastando. Poucos dias depois a congregação passou por um maravilhoso avivamento.

3.       É preciso que aquele que está à frente do trabalho seja corajoso para enfrentar o problema e desalojar os demônios que impedem o avivamento na casa do Senhor. Pode observar que no capítulo 6 e versículo 34 diz que logo após a derrubada do ídolo “o Espírito do Senhor revestiu a Gideão”.

III.                GIDEÃO CONCLAMOU O POVO PARA SE UNIR E ENFRENTAR OS MIDIANITAS

1.       Um passo importante na batalha espiritual no nível social é unir o povo em torno de um projeto. Quando as trevas iniciais forem dissipadas, o Senhor começará a dar idéias do que deve ser feito para atacar.

2.      Projetos do tipo “grupos familiares”, multirão de evangelização, campanhas de leitura da Bíblia e outros que o Senhor conceder à igreja devem ser colocados em prática, imediatamente.

3.      É lógico que em alguns casos o Senhor nos surpreenderá. Quando acharmos que é com 32.000 pessoas que Ele nos dará vitória, Ele nos dirá que é para irmos apenas com 300.

IV.                GIDEÃO NÃO DEIXOU DE CONSULTAR AO SENHOR

1.      Um erro freqüente e muito grave que cometemos é o de abandonarmos a oração depois de um momento de vitória. O pastor, especialmente, não deve sair do altar da oração. É ele parar de orar e os projetos fracassarem.

2.      Gideão fez provas com Deus e permaneceu, o tempo todo, na retaguarda da oração.

3.      Moisés, enquanto seus homens guerreavam, permaneceu sobre o monte, com os braços estendidos abençoando o povo – Êxodo 17.10-12.

4.      A batalha espiritual não será vencida por causa da estratégia em si, mas por causa da permanência do líder no altar da oração.

 Em Cristo, Pb. Sandoval Juliano.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *