A “Trindade” Satânica

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Quanto à Trindade Divina, claramente se entende que trata-se de um Deus que se manifesta e se revela em três pessoas. Não são três deuses, mas três pessoas que possuem a mesma essência, a mesma natureza divina, a mesma grandeza, sabedoria, poder, bondade e santidade. Diferem, porém, na atividade que desempenham no projeto divino de relacionamento com o homem. Dentro do eterno propósito de Deus de manifestar-se, revelar-se e relacionar-se com o homem, cada uma das três pessoas, durante as dispensações respectivas, aproximaram-se do homem e com ele se relacionaram, tendo como objetivo maior passarem a viver e a mover-se dentro do homem e a partir dele.

O Espírito Santo, a terceira pessoa da Trindade, foi o responsável por introduzir “Deus” no coração do homem, e a partir daí estreitar esse relacionamento tão almejado por Deus, desde a eternidade. Em colossenses 1:27 está registrado:Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória;”.

O diabo não é original em nada que faz, exceto na maldade. Percebendo o plano de Deus, ele elaborou um meio de imitá-lo. Com isso, ele também “criou” sua trindade. Ela se formou mais ou menos assim:

O PECADO 

No momento em que o homem foi seduzido pela proposta de Satanás e teve a concupiscência despertada, o pecado estava sendo gerado. O diabo estava incubando na mente humana o embrião do pecado. A concupiscência concebeu e deu à luz o pecado. O pecado sendo consumado gerou a morte.

“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”.Tiago 1:14 e 15.

Satanás se corporificou no pecado e à semelhança do que Deus havia planejado, passou a habitar no ser humano. O campo de batalha que antes era o “Planeta Terra” expandiu-se e passou a ser o corpo do homem.

Enquanto ele achava que era no Planeta Terra que Deus pretendia habitar, o inimigo agia no Planeta, com o objetivo de subjugá-lo. No momento em que ele percebeu que o plano de Deus, na verdade, era habitar no homem, ele se antecipou e tomou de assalto o domínio, introduzindo-se no homem.

“… mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim” – Romanos 7:13 – 17.

O “pecado” deveria aparecer neste texto, com P maiúsculo, visto que ele é a corporificação de Satanás. O Pecado é uma pessoa que passou a habitar no homem, tornando-se o representante legal do diabo. Colocado no mesmo contexto onde Deus aparece como “pessoa”, o Pecado, não pode ser apenas uma “coisa”, uma vez que ele está colocado em comparação a Deus. Veja o que diz em Romanos 6:12:  

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça”.

A mistura do Pecado com a fraca natureza humana, ora vencida, é o que a Bíblia intitula de “carne”. Paulo diz: “Em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum” – Romanos 7:18.

Podemos observar, ainda, duas outras colocações de Paulo, nas quais ele fala de “pessoa” que habita no homem: 1ª – Na pessoa transformada, espiritual: “… E vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” – Gl 2:20. 2ª – Na pessoa carnal: “… Mas o pecado que habita em mim” – Rm 7:17b. Sendo Cristo uma pessoa não pode ser posto em comparação com uma coisa. Portanto, está aí mais uma prova de que PECADO é uma pessoa.

A MORTE

A morte não existia antes da existência do pecado. Da morte, como cessação definitiva da vida, ninguém tinha sequer noção. Ela surgiu a partir do momento que o pecado foi consumado pelo homem.

Porém a morte, não é uma “coisa”; não é apenas a cessação definitiva da vida; não é apenas o estado em que a pessoa se encontra após a cessação das suas funções vitais. A morte é uma pessoa, também.

Quando Tiago falou que “o pecado sendo consumado gera a morte”, ele usou a expressão “gerar a morte”. Gerar diz respeito a criar, dar origem a. Não se gera seres de outras espécies. Gerar é a função pela qual seres de organismos semelhantes se reproduzem. Isto descarta a possibilidade de a morte ter sido gerada por Deus. Não existe nada em Deus que se assemelhe à natureza da morte.

Sabemos, também, que ninguém é gerado sozinho. Para que um filho seja gerado é preciso ter duas pessoas de organismos semelhantes. O diabo gerou a morte. O diabo é uma pessoa. Com quem ele terá concebido a morte? – Com o pecado. O pecado, portanto, tem que ser uma pessoa. Romanos 6:6 diz: “… Para que não sirvamos mais ao pecado”. Quem serve, serve a alguém, não a alguma coisa.

Vimos, então, que o diabo(que é uma pessoa), ao fazer o homem pecar, deu origem à Morte. Os três juntos – o diabo, o pecado e a morte, formam a trindade satânica. Isto significa que o inimigo passou a trabalhar de três maneiras: 1º – Fazendo diabruras através de sua miríade de anjos maus; 2º – Subjugando o homem e passando a habitar o seu corpo através do Pecado; 3º – Matando as criaturas de Deus através de um poderoso agente – A Morte.

Em 1 Coríntios 15:24-26 está registrado que

“Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”.

Em Cristo, Sandoval Juliano – O Presbítero – 01.11.2011.

 

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