Por que a PERVERSÃO SEXUAL é tão rigorosamente punida por Deus? – Texto II

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                                               Disse mais o SENHOR: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, 

                                                   Descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei. 

Gênesis 18.19,20.

 

QUANDO A PERVERSÃO SE TORNA PECADO

               Vimos no texto I que a perversão sexual pode ter origens diversas e, geralmente, resulta de fatores externos que condicionam a mente de uma pessoa a achar que aquela é a forma correta de se obter o prazer e que, por algum motivo desconhecido, alguém está privando tal pessoa de desfrutar desse prazer.

                Se assim é, e a pisicologia tem confirmado isto, desde Freud, até às pesquisas modernas, por que Deus trata o pervertido sexualmente como pecador? – A perversão, em si, não é pecado? – A partir de quando ela se torna pecado?

                Primeiro, é preciso enteder que a perversão sexual tem fases distintas e manifestações distintas, da mais leve até à mais grosseira. Entende-se como perversão, o desvio de conduta do normal para o anormal, depravação. No sentido religioso, qualquer comportamento que foge aos padrões bíblicos pode ser entendido como perversão. Mas, não é bem assim que Deus trata a questão do pecado – Rm 5:13 ; Rm 5:14 .

               Pecado é uma conduta cujo propósito é: 01) Contrariar a vontade expressa de Deus ; 02) Fazer mal ao próximo e 03) Fazer mal a si mesmo, no sentido de destruir o corpo, como templo do Espírito Santo.

               Se a mente foi condicionada na fase inicial da vida sexual e a pessoa em função disto não adota aquele comportametno por rebeldia, esse comportamento não pode ser entendido como iniquidade, como pecado. Uma vez que a pessoa toma conhecimento de que há um padrão de conduta no relacionamento sexual e que o comportamento que ele adotou transgride aos padrões normais da sexualidade e que a continuação de tal comportamento pode gerar disturbios, problemas de saúde, problemas no relacionamento e parafilias, então essa pessoa levará sobre si a culpa. Em termos bíblicos, esta pessoa está vivendo em estado de pecado.

               Chega um momento na vida em que toda e qualquer pessoa passa a ter consciência de pecado. Acontece que o pecado é um ser vivo, um agente do diabo infiltrado em nosso ser. O pecado, à medida que vai sendo alimentado, se fortalece dentro de nós. Chega a um ponto em que ele passa a exercer domínio. Consciente disto, cabe a cada um de nós decidir de que lado quer ficar. Vencer aos desejos da carne inflamada pelo pecado é uma das tarefas mais difíceis que um ser humano pode enfrentar. Mas, debaixo da graça de Deus, vencer o pecado é possível – Rm 6:14 .

               Portanto, eu entendo que os desvios comportamentais passam a serem considerados como pecado, a partir do momento em que a pessoa toma conhecimento do padrão estabelecido por Deus e propositalmente o contraria.

QUANDO A PERVERSÃO SEXUAL É PUNIDA SEVERAMENTE POR DEUS

                Eu creio, ainda, que existe um limite suportável por Deus em relação a toda a transgressão. Assim como uma simples parafilia pode resultar numa perversão que implica em prática de crimes, o pecado progride de um simples erro até a iniquidade. Pecados são erros conscientes contra a vontade de Deus, mas, não deixam de serem erros e, os nossos erros são um monte de débitos registrados em nosso nome e dos quais o pagamento será exigido em momento oportuno.

               Já, a iniquidade, é a homologação das atitudes pecaminosas conscientes. É a institucionalização por uma sociedade de um pecado que deixou de ser pontual e se generalizou. Tudo é uma questão de ser contra ou a favor da vontade de Deus. 

               É nesse momento que entra a ira de Deus sobre uma sociedade, sobre uma nação. Enquanto a perversão sexual se dá aqui ou ali, em nível de pessoas ou de pequenos grupos, é suportável e permitida por Deus. Mas, a partir do momento que as autoridades constituídas não mais coíbem, fazem vista grossa ou até mesmo legalizam, através da criação de leis que dêem legalidade ao pecado, aí vem a justiça divina.

               Sodoma, Gomorra e Pompéia, foram alvos da justiça divina por causa da oficilização do pecado. A perversão chegou a níveis insuportáveis até para um Deus cuja natureza é o amor.

Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano – 28.01.2011.

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