Alguém pode, ou deve, ser consagrado a PASTOR?

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Não é uma respota fácil de elaborar, principalmente se quisermos seguir uma tradição denominacional independente do que a Bíblia ensina.

Porém, quem fez esta pergunta espera que respondamos pela Bíblia. Afinal de contas, a Igreja de Cristo deve em tudo ser edificada conforme a Palavra de Deus – Veja 2Tm 1:13 .

Começaríamos perguntando: “pastorear” é um dom ou um ministério? – É um dom ministerial e os dons ministeriais não são concedidos pelos homens, no caso, pelo corpo de obreiros. Os dons ministeriais, assim como os dons espirituais são concedidos por Cristo a membros de sua Igreja, independente do cargo que ocupam. Enquanto que os cargos ministeriais (diácono e presbítero), são escolhas feitas pela igreja de pessoas reconhecidamente capacitadas para aquela função.

Filipe e Estevão foram separados ao diaconato, porém, receberam o dom de evangelista e desempenharam esta função com esmero e poder, no Espírito, sem nunca terem recebido uma imposição de mãos específica para o cargo de evangelista.

Sendo assim, deve-se entender que não seria correta a “consagração” de alguém para ser pastor e nem é de se esperar que pela imposição de mãos, alguém se torne um pastor.

Separar, não consagrar, é apenas o reconhecimento público pelo ministério da Igreja(ou seja, pelos presbíteros/anciãos), de uma chamada concedida por Deus. Foi assim em Atos 13, quando o Espírito Santo disse: “Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”. E os obreiros da igreja impuseram as mãos sobre eles e os enviaram para realizarem a obra a que haviam sido chamados. Que obra era esta? – o apostolado. Veja que “apóstolo” é um dos dons ministeriais. Eles já haviam recebido o dom e o chamado. A igreja, através de seus ministros, apenas reconheceram. 

Portanto, o que a Igreja deve fazer é separar alguém que já esteja exercendo o pastoreado, uma vez que seu dom ministerial, concedido por Deus, é claramente reconhecido pela Igreja.

Nunca vimos, nem no Novo Testamento, nem na história da igreja primitiva, nem mesmo na história do início das Assembléias de Deus no Brasil, alguém sendo consagrado a pastor, como sendo um cargo ministerial, tal qual é o de presbítero, por exemplo. Nem para que, uma vez consagrado, fosse superior hierárquico.

Em algum momento isto, equivocadamente, passou a ser praticado na Assembléia de Deus, que passou a dar a esta pessoa (que é consagrado a pastor) uma posição de superioridade na hierarquia ministerial.

Os únicos títulos ou cargos ministeriais que têm respaldos bíblico são os de DIÁCONO e PRESBÍTERO.

O diácono, no caso, não é um ministério espiritual, mas alguém que foi separado(escolhido) para servir às mesas. É uma atividade material que permite àqueles que exercem o ministério espiritual trabalhar com mais tranquilidade.

Já o presbítero, que deve ser escolhido pela igreja(e não apenas pelo pastor) e separado para o ministério espiritual, pode receber de Deus o dom para pastorear, bem como para ser um evangelista, ou profeta, ou apóstolo, ou doutor. Ou, ser simplesmente, um ancião da Igreja – alguém que, por ser idôneo e experimentado no trabalho do Mestre pode aconselhar, ajudar a tomar decisões e liderar os cultos e liturgias da Igreja.

Se o pastor é um “ministro” mais do que o presbítero o é, então os presbíteros estão sendo rebaixados a um plano inferior ao que a Bíblia apresenta, posto que na Bíblia eles eram os anciãos, os líderes, os pastores e não um tipo inferior.

Em Cristo, Pb. Sandoval Juliano.

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