De Jericó ao Rio Jordão

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A VIAGEM DE ELIAS RUMO AO CÉU

Dissemos no texto anterior que desde o momento em que Deus revelou a Elias que o arrebataria, ele empreendeu uma viagem, partindo de Gilgal, passando por Betel, Jericó e por fim chegou às margens do Rio Jordão.

A partir dos aspectos históricos e físicos de cada um desses locais podemos analisar que tipo de obreiro queremos ser e em que estágio do nosso ministério pretendemos atuar. Se quisermos ser elevados ao céu como Elias, ou receber o Espírito Santo como Eliseu, teremos de percorrer estes quatro estágios da vida.

Cada um desses lugares representa para nós, neste estudo, estágios do nosso ministério, do nosso serviço ao Mestre. Já falamos sobre a importância e o significado de sair de Gilgal e ir a Betel. Falamos, também, sobre o significado espiritual de Betel na nossa jornada e aqui nós pretendemos falar sobre o terceiro estágio – Jericó.

DE JERICÓ AO RIO JORDÃO

Ø 2 Reis 2:1 – Sucedeu que, quando o Senhor estava para elevar a Elias num redemoinho ao céu, Elias partiu de Gilgal com Eliseu… 

Ø 2 Reis 2:4 – E Elias lhe disse: fica-te aqui, porque o Senhor me enviou a Jericó. Porém, ele disse: Vive o Senhor e vive a tua alma, que não te deixarei. E assim foram a Jericó.

Ø 2 Reis 2:5 – Então os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu, e lhe disseram: Sabes que o Senhor hoje tomará o teu senhor por sobre a tua cabeça?E ele disse: Também eu bem o sei; calai-vos.

Ø 2 Reis 2:6 – vos. E Elias disse: Fica-te aqui, porque o Senhor me enviou ao Jordão. Mas ele disse: Vive o Senhor e vive a tua alma que não te deixarei. E assim ambos foram juntos.

JERICÓ – Jericó é a mais antiga cidade do mundo, com mais de 10.000 anos de fundação. Na época em que o povo de Israel adentrou a Terra Prometida, o primeiro grande obstáculo que encontraram foi  esta cidade, uma vez que a mesma era cercada com muros de pedra com 10 metros de altura e 6 de largura.

A derrubada deste muro só foi possível mediante a ação poderosa de Deus que fez com que a terra fendesse e o muro viesse abaixo, permitindo assim a passagem do povo de Israel.

Neste sentido, dentro do assunto que estamos tratando, os 4 estágios da jornada cristã e da jornada ministerial do servo de Deus, Jericó representa o momento em que o crente precisa experimentar o agir poderoso de Deus em sua vida. Nenhum obreiro terá um ministério bem sucedido se não houver experimentado milagres e maravilhas, se não tiver em seu currículo testemunhos autênticos para contar, se não tiver algo que o impulsione a acreditar que tudo é possível a esse Deus tão maravilhoso que servimos. Jericó é o local onde a fé do servo de Deus precisa ser demonstrada.

Ø Hebreus 11:30 – Pela fé ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias.

Os homens que saíram do Egito viram o Mar Vermelho se abrindo e outros prodígios, mas, os que nasceram no deserto ainda não haviam presenciado algo que desse eles combustão para tomarem a Terra Prometida, derrotando todos aqueles a quem Deus já havia destinado para a perdição.

Apesar de ter sido destruída várias vezes, a cidade de Jericó sempre foi reconstruída e existe até hoje. No momento em que o povo de Israel termina de destruir a cidade, Josué lança sobre ela uma maldição:

Ø Josué 6:26 – Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do SENHOR seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó

Cinco séculos à frente, já na época dos reis de Israel e de Judá, um guerreiro chamado Hiel, decidiu reconstruir a cidade de Jericó. A palavra de maldição que Josué havia proferido se cumpriu na íntegra na vida dele.

Ø 1 Reis 16:34 – Em seus dias HIel, o betelita, edificou a Jericó; Em Abirão, seu primogênito, a fundou, e em Segube, seu filho menor, pôs as suas portas; conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.

Jericó era a cidade que não deveria jamais ter sido reconstruída. Ela era o símbolo de uma cultura antiga, permeada pela idolatria e por inúmeras práticas abomináveis diante dos olhos do Senhor. A Deus interessava que apenas as ruínas da cidade de Jericó lá permanecessem para que servissem de testemunho do poder de Deus e para que todos os povos de todos os tempos refletissem sobre o que Deus pode fazer com um povo que anda na contramão de Sua vontade.

Reconstruir Jericó é levantar um monumento ao pecado e às obras da carne. Jericó se tornou e é até hoje uma cidade turística, um monumento ao passado, um museu a céu aberto.

Neste sentido, Jericó representa, também, aquilo que existe em nós que Deus quer que seja eliminado, mas que, por teimosia, por apego à carne, ressuscitamos ou reconstruímos. É aquela parte da nossa velha natureza pecaminosa que nos envergonha, que nos deixa sujo aos olhos de Deus e que toda vez que tomamos conhecimento disso, destruímos, confessamos, nos arrependemos, fazemos votos de nunca mais voltar a pensar ou a fazer aquilo, mas que terminamos por pensar ou fazer novamente. 

Porém, assim como Deus não queria que Jericó fosse reconstruída, mas permitiu sua reconstrução já várias vezes e até hoje ela permanece lá, assim, aquilo em nós que nos envergonha e que não conseguimos abandonar nunca ou que nunca nos abandona, Deus permite para que nos sirva como um “espinho na carne”, a fim de que não nos ensoberbeçamos, mas que tenhamos sempre na memória que só somos alguma coisa na Obra de Deus pela infinita graça e bondade dEle.

Assim como Eliseu se recusou a estabelecer seu ministério em Jericó, vamos seguir Elias até às margens do Rio Jordão… 

Em Cristo, Sandoval Juliano – 02 de abril de 2014. 

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