E agora? – Sou Evangelista!

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No último domingo, dia 25 de outubro de 2009, na 32ª Assembléia Geral Ordinária da COMADEBG(Convenção dos Ministros das Assembléias de Deus de Brasília e Goiás) fui consagrado ao cargo de EVANGELISTA, mediante a imposição das mãos dos Pastores membros da citada Convenção.

E agora? Eu adoro ser um presbítero da Igreja e gostaria de morrer presbítero, como vai ficar minha situação? E a famosa frase: “O Presbítero, Em Cristo” utilizada neste site?

Sou um presbítero ou sou um evangelista?

Se vocês leram o texto que eu publiquei neste site com o título: “Alguém pode ou deve ser consagrado a Pastor?”, vocês entenderão perfeitamente o meu pensamento sobre o tema.

Na verdade, as igrejas Assembléias de Deus, inclusive a que pertenço, entendem que evangelista e pastor são cargos ministeriais que na hierarquia estão acima do cargo de presbítero. A pessoa só pode ser consagrado a pastor depois de pelo menos um ano após ter sido consagrado a evangelista.

Se é assim, e eu estou exercendo a função de pastor e pretendo ser “pastor”, eu aceitei a consagração. Em termos convencionais eu não sou mais um presbítero, sou um evangelista. Tudo bem…

Apesar de ter aceitado, em parte não concordo!

Primeiramente, não deveríamos usar a expressão “consagrado”. O correto é “separado”, conforme vemos em Atos 13.

Se o correto é “separado”, então devemos entender que a separação a uma atividade de evangelista ou pastor não deveria ser de caráter definitivo e nem deveria ser considerada como um cargo de nível superior, em termos de hierarquia. O correto era o pastor estar subordinado ao presbitério da igreja.

E, por que não separamos ninguém para exercer a atividade de profeta, apóstolo ou mestre?

No caso de Atos 13, o Senhor, e não o Ministério local, escolheu e concedeu a dois obreiros o dom ministerial do apostolado. O Ministério da igreja em Antioquia os separou e os enviou mediante a imposição de mãos. Quando eles tiveram dificuldades em questões doutrinárias voltaram aos líderes da igreja e deliberaram com eles. Uma vez de posse de uma carta de autorização e recomendação, continuaram seus minsitérios.

Cargos ministeriais, e não dons ministeriais, só tem dois pela Bíblia: o Diaconato e o Presbitério.

QUAL O MODELO BÍBLICO PARA A LIDERANÇA DA IGREJA

Segundo a Bíblia, o presbitério da igreja deveria ser formado de pessoas escolhidas pela igreja, pessoas essas que já exercem atividades de liderança e têm idoneidade e aceitação da membresia da igreja, e, de preferência, que sejam aptos para ensinar segundo a Palavra.

Neste caso, segundo a Bíblia, o presbitério pode separar alguém em quem se manifestou o dom ministerial de evangelista ou de pastor. Essa pessoa pode ser, inclusive, um diácono, como no caso de Filipe e de Estêvão que eram diáconos-evangelistas. Se for um presbítero, ele não deixará de ser um presbítero. Apenas será um presbítero exercendo a função de pastor ou a função de evangelista.

No caso de a pessoa deixar de exercer a função, volta ao quadro do presbitério. Ou seja, volta a ser um presbítero. Diferente do que conhecemos hoje, uma vez que pastor nenhum jamais aceitará não ser chamado ou tratado como pastor.

O presbitério pode ser formado, não apenas de pessoas que têm boa aptidão para o ensino ou para a pregação, mas, também, de pessoas experientes, maduras na fé, que podem ser excelentes auxiliares para o pastor na hora de tomar decisões importantes. Essa pessoa é chamado na Bíblia de  “ancião”. O ideal seria até mesmo o tesoureiro ser um membro do presbitério, para que ele pudesse participar das tomadas de decisões sobre o que fazer com o dinheiro da igreja.

É assim que aprendi na Bíblia.

Nos moldes atuais não “separamos” alguém a exercer a função de pastor ou evangelista, mas “consagramos” a pastor ou a evangelista uma vez que são títulos permanentes. A consagração, como é feita nos moldes atuais não está plenamente em concordância com a Palavra de Deus, uma vez que a pessoa consagrada passa a ser considerada como alguém que subiu um degrau na escada ministerial ou que “cresceu” no Ministério da Igreja. Um Evangelista é sempre superior a um presbítero e um pastor é sempre superior a um evangelista. Quem é “apenas” presbítero, coitado, não é nada! – Quem é “evangelista” é que não é nada mesmo, porque está apenas na ponte de transição entre o ser presbítero e ser pastor.

Já houve vezes em que estando em algum púlpito para pregar, por aí, me perguntaram o meu cargo ministerial e foram a té o pastor e disseram: Ele é apenas presbítero.

Ser presbítero, hoje em dia, e permanecer muito tempo neste cargo é ser alguém que não tem nada para oferecer para igreja e por isso não merece subir um degrau a mais. Se a pessoa tem pelo menos um pouco a oferecer, ele infalivelmente será promovido a evangelista. Assim, nós não temos bons presbíteros. Se é um bom presbítero, na próxima convenção não o  será mais…

É lamentável!!!

Em resumo, desde o dia 25.10.2009 passei a ser um evangelista, ou seja, fui promovido. Não obstante, em meu entendimento nunca deixarei de ser “apenas” um presbítero, em Cristo.

Em Cristo, Ev. Sandoval Juliano.

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