Resposta de Oração

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Tornou-se praxe em nossas igrejas Assembléia de Deus, especialmente aqui em Brasília, presentearmos um pastor, no dia do seu aniversário, com um envelope contendo um valor em espécie, ao invés de darmos um objeto qualquer como presente.

A esse “valor em espécie” os pastores passaram a dar um nome, passaram a chamá-lo de “resposta de oração” e alguns outros ainda o chamam de “pedido de oração”.

Vivemos em uma época onde os valores relacionados à “obra de Deus” e ao ministério eclesiástico estão diretamente relacionados ao “sucesso” que o obreiro tem em seu ministério e não ao resultado que o projeto de Deus tem através do ministério desenvolvido pelo obreiro.

No conceito moderno, obreiro bem sucedido é aquele que consegue, gradativamente, partir de uma congregação pequena para uma cada vez maior.

Obreiro bem sucedido é aquele que consegue conquistar de tal forma a simpatia dos membros de sua igreja a ponto “de nada sentir falta”, uma vez que como retorno dessa simpatia sempre haverá alguém que lhe faça doações generosas e que lhe proporcionem conforto financeiro.

Obreiro bem sucedido é aquele que alcança prestígio perante o pastor presidente e conseqüentemente perante o “Ministério” a que ele pertença de tal forma que esse obreiro se sente seguro de que no próximo remanejamento ele irá para uma igreja maior, nunca para uma menor.

Obreiro bem sucedido é aquele que consegue imprimir em sua igreja a marca da prosperidade.

E, por fim, obreiro bem sucedido é aquele que no dia do seu aniversário reúne o maior número possível de pessoas que lhe possam presentear com uma expressiva “resposta de oração”.

Qual é o nome bíblico de um líder, de um profeta, de um sacerdote, de um apóstolo, de um obreiro em fim, que possamos tomar como exemplo para podermos afirmar que foi um “obreiro bem sucedido” nos moldes supra citados?

De que parte das Escrituras vem a idéia de que um obreiro deve se considerar “bem sucedido” na medida em que ele prospere financeiramente como consequência do bom trabalho prestado no “Reino de Deus”?

Temos como fracassados aqueles que mesmo depois de décadas de dedicação à causa do Mestre, encerraram seus dias sem bens materiais?

Não estou fazendo apologia à pobreza como ideal para qualquer obreiro, mas, fazer do serviço que prestamos ao Senhor uma fonte de sustento e esperarmos que dessa fonte nos resulte toda a prosperidade que julgamos que teríamos caso fôssemos um profissional liberal, um empresário, um doutor, um político etc, parece ser um grande equívoco.

Será que ao invés de estarmos orando para que Deus nos conceda toda a prosperidade que almejamos, como obreiros, não deveríamos estarmos unidos ao Espírito Santo, orando pelas necessidades reais da Obra do Senhor?

Será que esperando tanto retorno financeiro conseguimos servir ao Senhor sem reservas, sem fazermos da igreja um balcão de negócios, sem manipularmos de alguma forma as finanças da igreja e não sermos com isso beneficiados financeiramente?

Eu não tenho dúvida que Deus paga e paga bem aos que O servem; que Deus usa pessoas para nos ajudarem financeiramente, para nos socorrer em nossas necessidades; que Deus nos abençoa à medida que nos dedicamos à Sua Obra… Mas, são de Jesus as seguintes palavras:

>Lucas 12:29-31 – Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.                                 

 

Em Cristo, Sandoval Juliano – 13 de maio de 2013.

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