Suprindo as Necessidades do Orfanato

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Este texto faz parte de uma série de testemunhos históricos do agir de Deus no meio de Sua Igreja, ao longo dos vinte séculos do cristianismo. Nosso objetivo é mostrar que em todos os séculos destes últimos dois mil anos, o Senhor, na pessoa do Seu Espírito Santo, nunca deixou de realizar proezas no meio do Seu povo. 

 

No dia 23 de agosto de 2009,  o presbítero Renato Guimarães, da Igreja Presbiteriana do Morumbi, no site desta igreja (http://www.ipmorumbi.org.br/Culto_03.php?id=60) narrou o lindo testemunho que presenciou. 

Em 1967 eu servia na fronteira do Brasil com o Paraguai. Comandava um regimento de cavalaria – 17ª R. C. – e uma guarnição federal com 11.000 km², englobando 4 municípios no Mato Grosso do Sul.

A população indígena era constituída de 4 etnias: Caiuá, Guarani, Terena e Caduwels. Somavam, aproximadamente, 20 mil índios. O trabalho evangélico era orientado pela Missão Caiuá, sediada em Dourados/MS e que tinha em sua direção o Rev. Orlando Andrade e Dna. Loide Bonfim Andrade, sua esposa.

Em Dourados, na sede, além da Missão, existia o Hospital Indígena, dirigido por Dna. Loide e uma dedicada equipe de médicos, enfermeiros(as) e auxiliares indígenas, evangélicos. Qualquer índio que, no Brasil, necessitasse de hospitalização, era levado para lá pela FAB – Força Aérea Brasileira. Os civilizados não eram atendidos no Hospital Indígena.

Durante minha permanência na região, muito me identifiquei com os trabalhos da Missão e com a evangelização dos silvícolas e, mais ainda, com o Rev. Orlando e Dna. Loide.

Certo dia, num sábado, após uma noite meditando no trabalho evangélico e terminado meu culto matutino, fiquei pensando na Missão. No quartel, chamei o Oficial Aprovisionador e perguntei como estava nosso depósito de víveres não perecíveis. Ele respondeu-me:

– Temos bastante… e seria bom pensarmos em uma ACISO – Assistência Social –, porque poderão perder seu tempo de validade.

Mandei encostar um veículo no depósito e carreguei-o com o que podia – cerca de 1 tonelada. Rumamos, eu e o motorista – Jaime, soldado crente.

Naquela manhã, de madrugada, algo me dizia: Vai até à Missão…

Era uma viagem longa, por estradas não pavimentadas, levando-se cerca de 3 horas só para ir. Tínhamos o hábito de anunciar minha chegada com bastante barulho, tocando bem alto a buzina do veículo. Porém, dessa vez, ninguém apareceu…

Parei, meditando – O que há?

Depois de algum tempo, lá do fundo da clareira, onde se erguia a capela de bambu, coberta de sapê, veio Dna. Loide, toda de branco, uniforme de enfermeira, Rev. Orlando, médicos, enfermeiros(as) e índios. Eu, então, perguntei:

– O que houve?

Dna. Loide respondeu:

– Estávamos na capela, orando, pedindo ao Senhor uma resposta, pois os nossos gêneros estão terminando e vamos ficar sem nada para dar aos doentes.

Então, apontei para o veículo e lhes disse:

– Ali está a resposta às orações.

Esta é uma das maravilhosas experiências, entre muitas, que o Senhor me fez passar por viver a Seus pés.

 

QUE ASSIM SEJA COM TODOS NÓS!

 

Presbítero Renato Guimarães

 

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